Amapá registra cerca de 17.7% de nascimentos de filhos de mães adolescentes em 2025
Especialista da Faculdade Anhanguera de Macapá alerta para impactos na saúde pública; dados são do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde

O Amapá segue entre os estados brasileiros com maior proporção de gravidez na adolescência. Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), do Ministério da Saúde, compilados em levantamentos oficiais, apontam que aproximadamente 17.7% dos nascimentos no estado em 2025 foram de mães entre 01 e 19 anos, índice acima da média nacional.
Ao todo, em 2025, foram 128 casos até os 14 anos e 2.101 entre 15 e 19, totalizando 2.229 casos. No Amapá, em todas as idades, foram 12.573 gravidezes no estado em 2025.
De acordo com a docente do curso de Biomedicina da Anhanguera, Rachel Jones, a gravidez na adolescência envolve impactos que vão além da gestação em si e pode gerar consequências importantes para a saúde e o desenvolvimento social das jovens.
“Além dos riscos obstétricos, a gravidez precoce pode afetar diretamente a continuidade dos estudos, o planejamento de vida e o bem-estar emocional das adolescentes, exigindo acompanhamento multidisciplinar”, explica.
Segundo a especialista, fatores como vulnerabilidade social, falta de informação adequada e dificuldade de acesso a serviços de saúde ainda estão entre os principais elementos associados à ocorrência da gravidez na adolescência.
Entre os impactos mais comuns estão o maior risco de complicações durante a gestação, necessidade de acompanhamento pré-natal mais rigoroso e possíveis efeitos emocionais, como ansiedade e insegurança.
O dado também acende um alerta para políticas públicas de prevenção, especialmente voltadas à educação sexual e ao fortalecimento da atenção básica em saúde. “A prevenção depende diretamente de informação acessível, diálogo e acesso a serviços de saúde. Quando isso não ocorre, os índices tendem a se manter elevados”, afirma a docente.
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