Arquiteto amapaense apresenta situação urbana de Macapá em Caiena
Em palestra para entidades da França, Martinica e Guadalupe, Welton Barreiros debateu intercâmbio profissional e planejamento rigoroso para conter ocupações em áreas de risco

Douglas Lima
Editor
Em palestra em Caiena, o arquiteto e urbanista, e ex-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Amapá (CAU/AP), Welton Barreiros, debateu intercâmbio profissional e planejamento rigoroso para contar ocupações em áreas de ressaca. O crescimento urbano de Macapá e integração com o mercado caribenho também foram temas do evento internacional.
A solenidade reuniu representantes da arquitetura da França, de Guadalupe e da Martinica para debater cooperação técnica e soluções construtivas adaptadas ao clima amazônico. Em entrevista ao programa Togas e Becas (Diário FM 90,9) deste sábado, 31, Barreiros falou das tratativas para firmar um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com a Ordem dos Arquitetos Franceses.
O objetivo da parceria, segundo o arquiteto, é viabilizar o trânsito profissional entre os dois territórios e legalizar a exportação de material de construção civil produzido no Amapá e reduzir os custos locais causados pela exigência de normas e homologações da União Europeia em pleno ambiente tropical.
Em meio ao crescimento da capital, que é visada por outras nações, a cidade ainda enfrenta gargalos de moradia. Welton citou a habitação desordenada em áreas de ressaca e a expansão acelerada da zona norte. Além do saneamento básico, o arquiteto alertou para a carência do saneamento básico e a defasagem do Plano Diretor do município, que não passa por uma revisão ampla desde 2004.
“A gente precisa trazer a cidade para o planejamento; o Amapá não pode cometer os mesmos erros de outras grandes capitais, que agora gastam fortunas apenas para corrigir mazelas do passado”, disse o arquiteto.
Para reduzir os riscos de enchentes causados pela impermeabilização do solo e pela ocupação irregular de canais naturais, o urbanista defendeu a aplicação do conceito de cidades-esponja, com a preservação de bacias de acumulação de água pluvial e o fortalecimento de políticas públicas habitacionais que garantam assistência técnica gratuita e moradia digna à população de baixa renda.
Deixe seu comentário
Publicidade
