Corrida pelo petróleo na Margem Equatorial exige advocacia qualificada no Amapá
Presidente de comissão da OAB/AP destaca que fluência em inglês e francês e pós-graduações serão decisivas para novos negócios

Douglas Lima
Editor
A confirmação de petróleo na Margem Equatorial do Rio Amazonas acendeu a expectativa de um forte crescimento econômico e populacional no Amapá. Diante desse cenário, a presidente da Comissão de Direito Marítimo e Portuário da OAB/AP, Telma Miranda, destaca a urgência de qualificação profissional para quem deseja ingressar no promissor setor de óleo e gás.
“Sempre foi nossa vocação. Nossos rios são ruas, temos o acesso marítimo e a navegação interiorana de carga e de passageiros. Quando saiu a notícia de que havia petróleo, me emocionei muito”, relatou Telma em entrevista ao programa Ponto de Encontro (Diário FM 90,9) desta quinta-feira, 20.
A advogada também apontou o domínio de idiomas estrangeiros como um diferencial obrigatório. O inglês é a língua oficial das plataformas e dos contratos internacionais, enquanto o francês ganha relevância estratégica devido à proximidade geográfica do Amapá com a Guiana Francesa.
“Temos que nos preparar. O presidente da OAB/AP, Israel da Graça, tem focado firmemente nessas capacitações através da Escola Superior da Advocacia (ESA). Teremos três pós-graduações aprovadas para as áreas de Direito Marítimo, Portuário e de Petróleo e Gás, além de um MBA em Petróleo e Gás com ênfase jurídica”, anunciou.
A preocupação já vinha movimentando a Ordem, que realizou anteriormente o I Simpósio de Petróleo e Gás do Estado. Ao relembrar o evento, ocorrido em março, a presidente revelou que diversos palestrantes de órgãos ligados ao setor entraram em contato para celebrar a descoberta dos hidrocarbonetos na Margem Equatorial.
“Chegou a nossa hora. Mas ainda há a discussão dos royalties, pois querem que haja distribuição igualitária entre estados produtores e não produtores”, alertou Miranda.
Além do mercado técnico, Telma enfatizou que a advocacia tradicional e os novos profissionais precisam se atualizar para o impacto social que está por vir. O crescimento populacional vai inflar a demanda por serviços jurídicos em diversas áreas cotidianas.
“Haverá a gestão portuária e novos fluxos logísticos. Novas pessoas vão chegar, casamentos vão se desfazer, mais alunos vão se matricular nas escolas. E todos eles vão precisar de advogados”, concluiu a presidente.
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