CRAM Tia Zefa celebra 18 anos com serviços de saúde, beleza e acolhimento para mulheres vítimas de violência
Programação promovida pelo Governo do Estado ofertou atendimentos de saúde, estética e atividades de integração para fortalecer os vínculos e a autoestima das acolhidas

Para celebrar os 18 anos de fundação do Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM) Tia Zefa, o Governo do Amapá promoveu nesta quinta-feira, 3, uma manhã de serviços voltados à saúde, beleza e integração das assistidas pela unidade.
A ação especial garantiu atendimentos de massoterapia, fisioterapia, odontologia, cuidados com a pele (Skin Care Mary Kay), bazar solidário e um café da manhã para as mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica.
Coordenada pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SEPM), a programação teve o objetivo de promover o fortalecimento de vínculos, a escuta qualificada e a valorização da autoestima das vítimas. Durante o evento, as mulheres participaram de um bazar solidário, onde cada acolhida pôde escolher gratuitamente peças de vestuário, e compartilharam um café da manhã especial de confraternização.
A dona de casa Ana Cláudia da Silva, de 47 anos, chegou ao centro encaminhada pela delegacia após sofrer violência doméstica. Hoje, ela recebe acompanhamento psicológico e sessões de fisioterapia para tratar de dores na coluna. Ana Cláudia ressalta a transformação que a unidade trouxe para sua vida e para a sua autoestima.
“A partir do momento que entrei aqui, minha mente abriu completamente para não aceitar mais a violência doméstica e ser uma pessoa diferente. Uma nova mulher. As meninas acolhem muito bem a gente”, relatou a dona de casa, que também é mãe atípica de duas crianças.
Ana Cláudia aproveitou para deixar uma mensagem de incentivo para outras mulheres que enfrentam agressões e têm medo de buscar apoio. “Muitas ainda encontram dificuldade para buscar atendimento, têm dificuldade de se abrir. Eu daria um conselho para que elas viessem procurar o CRAM, porque aqui a gente é acolhida, abraçada e tem uma palavra de conforto e carinho”, afirmou.
A coordenadora do CRAM Tia Zefa, Alessandra Bezerra, destacou que o marco de 18 anos reflete o amadurecimento dos projetos desenvolvidos no estado e o preparo constante da equipe multidisciplinar para orientar quem precisa de ajuda.
“É muito importante que, quando as acolhidas cheguem, elas possam ter uma equipe preparada e muito bem orientada para fazer um trabalho psicossocial, de fisioterapia, ou mesmo uma assessoria jurídica baseada nesse contexto da violência. Isso evita que essas mulheres fiquem sem as respostas para as suas perguntas”, detalhou a coordenadora. “Não é um dia, são muitos dias acolhendo mulheres, ouvindo, transformando vidas”, concluiu.
Criado pelo Decreto Governamental nº 4829/2005, o CRAM Tia Zefa é um serviço especializado que atende mulheres encaminhadas pela Rede de Atendimento à Mulher (RAM) — como delegacias e hospitais — ou que buscam o serviço por demanda espontânea. A unidade funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e oferece serviços contínuos de acompanhamento e acolhimento nas esferas física, psicológica, sexual, moral e patrimonial para a garantia de proteção integral às vítimas.
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