Curva epidemiológica das síndromes respiratórias apresenta redução e atendimento às crianças é ampliado no Amapá
Dados do Núcleo de Epidemiologia do HCA mostram queda dos casos graves e reforçam a importância da vacinação e dos cuidados preventivos, especialmente entre crianças e idosos

O Núcleo de Epidemiologia do Hospital da Criança e do Adolescente (HCA) aponta uma tendência de redução na circulação das síndromes respiratórias no Amapá. A análise considera os registros de Síndrome Gripal (SG) e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que acometem principalmente crianças e idosos. A chamada curva epidemiológica é a representação da evolução dos casos ao longo do tempo e permite identificar períodos de crescimento, estabilidade ou redução da doença.
“Mesmo com a redução dos casos, é importante que as famílias continuem atentas. Manter a vacinação em dia, adotar medidas de prevenção e evitar o contato com pessoas que apresentam sintomas são atitudes fundamentais para reduzir a transmissão e prevenir novos ciclos de contágio”, destaca a responsável técnica pelo Núcleo de Epidemiologia do HCA, enfermeira Ingrid Martins.
Os números mostram que, em junho de 2026, foram registrados 2.028 casos de SG, contra 497 no mesmo mês de 2025. Em julho, o número caiu para 731, chegando a 548 em agosto. Nos casos graves, foram 239 registros em junho, 123 em julho e 84 em agosto — abaixo dos 86 registrados no mesmo período de 2025. A elevação dos registros de SG também está relacionada à ampliação da definição de notificação determinada pelo Ministério da Saúde no início deste ano, que passou a incluir sintomas como dor de garganta, antes não contabilizados como síndrome gripal.
Resolutividade na assistência
Mesmo diante do cenário de emergência decretado pelo Governo do Amapá, a rede estadual conseguiu garantir resposta aos casos, com destaque para a ampliação da estrutura do HCA. Entregado à população em abril deste ano, o novo hospital ampliou a capacidade de atendimento e contribuiu para dar maior resolutividade à assistência pediátrica durante o período de maior circulação das doenças respiratórias.
“Com a nova estrutura, conseguimos ampliar nossa capacidade de atendimento e oferecer uma assistência mais ágil e segura às crianças. O trabalho integrado das equipes foi fundamental para garantir que os pacientes recebessem o cuidado necessário, especialmente nos períodos de maior demanda”, ressalta a diretora do HCA, Cleude Rodrigues.
A Secretaria de Estado da Saúde reforça que, mesmo com a redução observada na curva epidemiológica, a prevenção continua sendo essencial. A orientação é manter a caderneta de vacinação atualizada, observar os sintomas respiratórios e procurar atendimento de saúde diante de sinais de agravamento, contribuindo para evitar novas transmissões e reduzir a ocorrência de casos graves.
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