Cidades

Entre gerações e histórias de cuidado, servidores dedicam a vida à saúde dos amapaenses

Com trajetórias que atravessam décadas e outras que estão apenas começando, Luís Monteiro e Lorhane Thaissa revelam os desafios, os aprendizados e as histórias humanas que marcam a rotina nos hospitais estaduais


 

Ao longo de 32 anos de trabalho no Hospital de Emergência (HE), em Macapá, o técnico em radiologia Luíz Monteiro aprendeu que a rotina de um hospital é feita de muito mais do que exames, equipamentos e procedimentos.

 

Por trás de cada atendimento, existem histórias, famílias apreensivas e pessoas que chegam em busca de alívio para a dor. Testemunha de diferentes fases da saúde pública do Amapá, ele construiu sua trajetória entre desafios, avanços tecnológicos e o compromisso de acolher quem precisa de assistência. Às vésperas da aposentadoria, leva consigo a certeza de que escolheu a profissão certa.

 

 

“O tempo faz a gente se acostumar com algumas situações, mas não a ponto de receber como natural. A gente tem que sentir pelo nosso próximo”, compartilha Luíz.

 

A história do servidor também se confunde com a evolução da radiologia na rede estadual. Ele começou a trabalhar com aparelhos de raio-X manuais, em uma época em que os processos eram diferentes dos atuais. Hoje, acompanha a chegada de equipamentos modernos e sistemas digitais que permitem integrar os exames ao atendimento médico. Mais do que testemunhar essa  transformação, precisou aprender e se adaptar a cada nova tecnologia, sem perder de vista o propósito que o mantém na profissão.

 

Ao longo das décadas Seu Luíz, também assumiu a chefia do setor, experiência que lhe permitiu conhecer de perto o trabalho de diferentes equipes, da enfermagem à limpeza, passando pela administração e pelos demais profissionais que fazem o hospital funcionar, hoje no mesmo setor ele atua como técnico.

 

 

“Sou feliz com o que faço, e faço com alegria e dedicação para que todas saiam bem daqui. Meu desejo é que todos os profissionais atendam os pacientes com paciência e dedicação, fazendo o máximo para que aquela pessoa entre sentindo dor, saia bem e recuperado”, afirma.

 

Se Luíz representa a experiência de quem atravessou diferentes gerações da saúde pública, a enfermeira Lohany Rebelo simboliza a renovação e a continuidade desse compromisso. Há dois anos no Hospital de Emergência, ela encontrou na enfermagem uma vocação que começou a se desenhar ainda na infância, inspirada pela história da avó, que sonhava em seguir a mesma profissão, mas acabou construindo sua carreira na educação.

 

Ao ingressar na faculdade de enfermagem, descobriu que o cuidado com as pessoas era o que realmente a motivava. Desde que chegou ao hospital, passou pela clínica cirúrgica, pela Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e pela hemodiálise, experiências que fortaleceram sua escolha e ampliaram seus conhecimentos.

 

 

“Eu comecei o curso de enfermagem, me identifiquei e vi que era isso que eu queria para a minha vida. Hoje, não me imagino fazendo outra coisa. Gosto muito da minha profissão”, conta a enfermeira, que atualmente investe na formação em urgência e emergência e nefrologia para continuar se especializando.

 

A passagem da teoria para a prática trouxe desafios, mas também revelou a importância dos vínculos construídos dentro da equipe. Lohany destaca o acolhimento recebido dos colegas, especialmente dos técnicos e de outros enfermeiros, que tiveram paciência para ensinar e compartilhar experiências durante seus primeiros passos na assistência hospitalar.

 

 

A jovem profissional também acompanha com expectativa a chegada da nova estrutura hospitalar, que representa a possibilidade de atender um número maior de pacientes e oferecer melhores condições de assistência. Para ela, a evolução da saúde depende tanto dos recursos disponíveis quanto da dedicação de quem está diariamente ao lado das pessoas nos momentos mais delicados.

 


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