Pesquisadoras do Iepa apresentam estudos durante a 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia
Evento realizado pelo Governo do Amapá e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Macapá, tem como tema “Ciência Delas” e destaca pesquisas desenvolvidas por mulheres da instituição

O Governo do Amapá, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) iniciou, na terça-feira, 27, a programação da 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), com o tema “Ciência Delas”. A iniciativa destaca os trabalhos científicos desenvolvidos por pesquisadoras do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa). A programação ocorre no auditório Petróleo e Gás do Senai, em Macapá, e segue até quinta-feira, 29.
“As pesquisadoras têm trabalhado bastante nas mais diversas áreas do conhecimento científico e da pesquisa, e isso faz do Iepa uma instituição de destaque na Amazônia, com investimentos do Governo do Estado”, afirmou o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Edivan Barros de Andrade.
Segundo o secretário, o tema “Ciência Delas” evidencia a produção científica de mulheres com formação acadêmica em nível de mestrado e doutorado. Entre os trabalhos apresentados está o da bióloga Elaine Cunha, especialista em algas marinhas.
“As algas estão presentes em quase todas as áreas da vida humana, nos alimentos, nas roupas, nos produtos para tratamento do corpo e nos pigmentos. Por meio delas, é possível desenvolver uma infinidade de produtos. Elas são uma alternativa, mas também podem produzir resultados negativos se não forem tratadas corretamente”, explicou Elaine.
A pesquisadora conta que estudos com algas coletadas na fonte de captação de água para tratamento da Companhia de Saneamento do Amapá (CSA/Caesa) contribuíram para o desenvolvimento de produtos e para a criação da startup Blue Green, voltada à produção de itens de nutrição.
Outra linha de pesquisa do Iepa é o manejo de açaizais nativos. A engenheira agrônoma Amanda Diógenes, doutora em Biotecnologia e Biodiversidade, explica que o trabalho orienta produtores sobre técnicas para aumentar a produtividade dos açaizais já existentes na natureza.
“O Iepa possui vários laboratórios de pesquisa, e um deles desenvolve o trabalho de manejo do açaí nativo. Ensinamos como tornar o açaizal mais produtivo por meio de tratos culturais, pois existem várias técnicas que podem ser aplicadas”, afirmou Amanda.
As pesquisadoras também desenvolvem estudos voltados aos castanhais, com foco no manejo e na melhoria da produção, na implantação de corredores ecológicos para favorecer a presença de polinizadores e no replantio com mudas.
Na área agrícola, a equipe monitora áreas de cultivo de soja no estado para acompanhar a ocorrência de pragas e contribuir para a prevenção de danos às lavouras.
A bióloga Lucieds Tostes, doutora em Morfologia Fitoquímica, desenvolve pesquisas sobre substâncias com potencial anticancerígeno e compostos que podem interferir no desenvolvimento de determinados tipos de câncer.
“Desenvolvemos muitos trabalhos científicos e pesquisas no instituto. Na minha área, por exemplo, trabalho com pesquisas de substâncias anticancerígenas ou que produzem efeitos ou impedem o desenvolvimento de alguns tipos de câncer”, destacou.
Segundo Lucieds, durante sua pesquisa de especialização, foi identificada em uma planta uma substância com potencial anticancerígeno relacionada à pele de pessoas idosas. Desde então, os estudos nessa área seguem em desenvolvimento no estado, com a participação da equipe de pesquisadoras do Iepa.
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