Cidades

Especialista tira dúvidas sobre transplante capilar e queda de cabelo

Doutora Talita Monteiro fala sobre cirurgia estética de redistribuição de fios e problema de saúde que afeta homens e mulheres


 

Douglas Lima
Editor

 

A doutora Thalita Monteiro é especialista em cirurgia capilar e usou tempo do Programa Ponto de Encontro (Diário FM 90,9) desta segunda-feira, 27, para tirar dúvidas comuns sobre procedimento que está cada vez mais popular entre homens e mulheres. Ela se formou em medicina na Universidade Federal do Amapá, especializou-se em São Paulo, onde passou a focar no tratamento da calvície.

 

“A cirurgia capilar tem dois caminhos, ou a gente faz especialização em dermatologia e depois em cirurgia, ou faz a parte do transplante capilar. Eu fiz cirurgia geral e depois decidi fazer cirurgia plástica; fui para São Paulo e acabei ficando na área do transplante capilar”, lembrou.

Thalita esclareceu uma dúvida frequente sobre o procedimento: “A gente não dá mais cabelo para ninguém, só muda de um lugar para o outro; é um processo mecânico”. A doutora explicou que os pelos são retirados geralmente das laterais ou parte de trás da cabeça e transplantados para onde o paciente precisa.

 

“O paciente fica com a mesma quantidade de fios, a gente só distribui”, atentou.

 

A alopecia androgenética, popularmente conhecida como calvície, é causada principalmente por fatores hereditários, “como o nome diz, tem relação com alguém da família. A pessoa herdou do pai ou da mãe esse gene que faz o cabelo cair”, informou a cirurgiã.

 

Thalita falou também que a queda de cabelo afeta mulheres, embora de maneiras diferentes: “No homem que tem calvície geralmente a gente vê uma entrada ou aquela coroa atrás, mas no caso das mulheres, quando você divide o cabelo no meio, vê o fundo da cabeça cada vez predominante”, exemplificou.

 

Finalizando, a doutora opinou sobre a situação e preços na Turquia no que se refere ao transplante e alertou que, embora existam clínicas de qualidade, muitas outras podem apresentar riscos à saúde do paciente, por não terem profissionais habilitados. “Por isso, algumas são mais baratas; as de qualidade têm preço igual ou maior do que no Brasil, de 25 a 30 mil reais”, concluiu.

 

 


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