Cidades

Governo reforça importância da conversa em família sobre doação de órgãos

Campanha conscientiza população sobre processo que pode representar uma nova chance de vida para quem aguarda por um transplante


Foto: Rodrigo Abreu/Sesa

 

Para quem espera por um transplante, a doação de um órgão pode representar uma nova oportunidade de vida. Durante o Setembro Verde, o Governo do Amapá reforça a importância de falar sobre o tema e, principalmente, de conversar com a família.

 

A mobilização ocorre enquanto o Estado avança na estruturação da política estadual de transplantes e na organização da rede necessária para garantir segurança ao processo. Essa estruturação envolve a preparação das unidades de saúde, a qualificação das equipes e a organização dos fluxos de identificação e acompanhamento de potenciais doadores.

 

A doação segue protocolos nacionais, desde a identificação do possível doador até a avaliação clínica, a confirmação da morte encefálica e a abordagem dos familiares. A autorização da família é indispensável para que o procedimento ocorra.

 

Para a coordenadora da Central Estadual de Transplantes (CET/AP), médica nefrologista Gracilene Lobato, o diálogo deve acontecer antes de qualquer situação de perda. Segundo ela, conhecer a vontade da pessoa é fundamental para que a família possa tomar uma decisão consciente em um momento delicado.

 

“Tudo começa pela educação familiar. É conversar dentro de casa e dizer se eu tenho vontade de doar. Porque, na hora que você falece, quem vai falar por você é a sua família”, explica.

 

No Amapá, o trabalho de estruturação da rede envolve também a organização das Equipes Hospitalares de Doação para Transplante (e-DOT), que atuam nas unidades de saúde na identificação de potenciais doadores e no acompanhamento das etapas relacionadas à doação.

 

A Central Estadual de Transplantes coordena esse processo e trabalha para integrar as diferentes estruturas necessárias ao funcionamento da política estadual.

 

O fortalecimento da rede também contou, em junho, com uma agenda técnica realizada pelo Governo do Amapá com especialistas da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). A programação incluiu reuniões com profissionais da CET/AP e da Organização de Procura de Órgãos (OPO), além de visitas técnicas a unidades hospitalares para avaliar estruturas, equipes e fluxos assistenciais.

 

A iniciativa faz parte do trabalho de preparação do Estado para avançar, de forma segura e responsável, nas etapas de doação, captação e, futuramente, transplante. Segundo Gracilene, ainda não há uma data definida para a realização de transplantes no Amapá, já que a implantação desse serviço depende da conclusão de diferentes etapas de estruturação e da autorização dos órgãos responsáveis.

 

Por isso, o foco do Setembro Verde está na conscientização. “O objetivo da campanha é falar da doação, da importância da conscientização. Converse com sua família. Diga se você deseja ou não doar. A gente está estruturando tudo com muito cuidado para que, quando chegar o momento, possamos estar preparados para que a doação e o transplante sejam uma realidade no Estado do Amapá”, reforça.

 

Como parte das ações de conscientização e fortalecimento da política de doação e transplantes no Amapá, a Central Estadual de Transplantes dará continuidade, no mês de outubro, às iniciativas de qualificação dos profissionais de saúde.

 


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