Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento é implantado no Amapá para alinhar ações diante das emergências climáticas
Encontro debate estratégias de monitoramento, combate a incêndios e proteção de comunidades durante o período de estiagem e possíveis efeitos do El Niño

O Governo do Estado reuniu nesta terça-feira, 1º de setembro, gestores e representantes das instituições que integram o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais do Estado do Amapá (PPCDAP). Realizado na Sala de Situação e Monitoramento da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), o encontro alinhou as ações do ciclo 2026–2030 e as medidas para o período de estiagem, incluindo os possíveis efeitos do El Niño.
A reunião contou com a participação de órgãos estaduais, federais e municipais e tratou do acompanhamento das condições climáticas e dos focos de calor, além da preparação para situações como redução do nível dos rios, dificuldade de acesso à água potável, isolamento de comunidades e impactos provocados pela fumaça.
“A antecipação permite integrar dados, equipes e estratégias para fortalecer a prevenção nos locais com maior risco”, destaca Cleane Pinheiro, secretária adjunta técnica da Sema.
Durante o encontro, também foi apresentada a Nota Técnica da Sema que subsidia a expedição da Portaria referente ao período proibitivo do uso do fogo no Estado. A agenda das reuniões ordinárias do PPCDAP para o segundo semestre de 2026 foi definida, assim como a apresentação das atribuições de cada instituição participante.
Defesa Civil prepara resposta às comunidades
Em ações da linha de frente, a Defesa Civil atua em parceria com o Corpo de Bombeiros e as assistências sociais dos municípios e do Estado para atender possíveis comunidades afetadas pela estiagem. A preparação inclui o acompanhamento das áreas de risco e a organização do fornecimento de suprimentos como água potável, alimentos e medicamentos, conforme a necessidade das regiões atingidas.
Bailique e Calçoene estão entre as regiões historicamente mais vulneráveis aos efeitos da estiagem e do isolamento. “Em casos de ocorrências nosso foco é antecipar as informações e estruturar a assistência para atuar de forma rápida levando assistência às comunidades que precisarem de ajuda”, explica o coronel Orielson Pantoja, da Defesa Civil.
Cenário climático
O meteorologista Jefferson Vilhena, do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), explica que o El Niño pode intensificar a estiagem na região e prolongar até 2027.
“A expectativa é de maior atenção durante o pico da estiagem, tradicionalmente registrado entre outubro e novembro. O monitoramento aponta redução nos níveis de água dos rios e poços e aumento expressivo dos focos de calor no início do período seco e a previsão é de que se estenda até inicío de 2027”, destacou Jefferson.
Para Diego Furtado, coordenador de Clima e Serviços Ambientais da Sema, as informações produzidas pelos órgãos envolvidos ajudam a orientar as decisões diante das condições climáticas. “O cenário climático exige planejamento antecipado e integração das informações para reduzir os impactos sobre a população e o meio ambiente”, enfatizou.
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