Cidades

Iniciada etapa de vacinação antirrábica no bairro Zerão

Como não se tem certeza do local em que o animal contraiu a doença, o Ministério da Saúde orienta os municípios onde o cachorro esteve em trânsito a fazer o bloqueio vacinal, imunizando todos os animais domésticos da área de contato do cão infectado para impedir uma possível proliferação do vírus


A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) iniciou nesta segunda-feira, 29, a Campanha de Vacinação Antirrábica no bairro Zerão, zona sul de Macapá. A ação é realizada em uma área restrita, que vai da segunda arena até o fim do bairro. A atividade é uma recomendação do Ministério da Saúde por conta de um caso de um animal vindo da cidade de Maringá (PR), que esteve em trânsito em Macapá e acabou vindo a óbito por raiva canina no estado do Paraná.

Como não se tem certeza do local em que o animal contraiu a doença, o Ministério da Saúde orienta os municípios onde o cachorro esteve em trânsito a fazer o bloqueio vacinal, imunizando todos os animais domésticos da área de contato do cão infectado para impedir uma possível proliferação do vírus, sendo necessária a colaboração dos donos no sentido de permitir que o animal seja vacinado novamente, tendo em vista que muitos deles participaram da última campanha de vacinação, que ocorreu em novembro de 2015.

Agentes de zoonoses, acompanhados de veterinários, estão indo de casa em casa fazer a vacinação de cães e gatos domiciliados no bairro explicando aos moradores as causas da nova vacinação. A chefe de Zoonoses de Macapá, Anaid Menezes, disse que há anos não se tem registro de casos de raiva canina em Macapá, mas, devido à morte do animal infectado pela doença, há a necessidade dessa revacinação dos animais. “O último caso de raiva canina que se tem registrado aqui no Amapá ocorreu um 1986. Depois disso, somente casos esporádicos, como em 1991, quando um caso de raiva humana foi apontado. Em 2008, houve um caso positivo de raiva em morcego e um último, em 2009, em bovinos”.

Para o autônomo Mauro Barbosa, a vacinação dos animais traz mais tranquilidade aos moradores do bairro. “Para nós, está sendo importante a realização dessa campanha aqui no bairro, não apenas por esse caso que aconteceu, mas, principalmente, porque aqui os animais vivem praticamente soltos na rua, e, muitas vezes, não temos como saber se todos foram vacinados. Só na minha residência temos três cães adultos e cinco filhotes, e dois deles têm acesso direto à rua. Com essa vacinação, ficamos mais tranquilos, pois é uma forma de proteção para os nossos animais e para nossa própria família e amigos que têm acesso à nossa casa”.


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