Sinais nos olhos podem ajudar na descoberta precoce do retinoblastoma
Doença ocular rara pode evoluir rapidamente e requer acompanhamento especializado desde os primeiros sinais para preservar a visão e a vida da criança

O Governo do Amapá alerta pais e responsáveis para a importância de observar alterações nos olhos dos bebês e buscar avaliação oftalmológica diante de qualquer sinal diferente. O retinoblastoma é um câncer ocular raro, de evolução rápida, que pode comprometer a visão e, em casos mais avançados, provocar metástases para outros órgãos. O diagnóstico precoce é fundamental para ampliar as possibilidades de tratamento e preservar a vida da criança.
O dia 18 de setembro é marcado pela data nacional de conscientização e incentivo ao diagnóstico precoce do retinoblastoma. Um dos principais sinais de alerta é a alteração no reflexo vermelho dos olhos, observado durante o teste do olhinho, realizado ainda na maternidade. A ausência ou alteração desse reflexo, a presença de um reflexo esbranquiçado no centro do olho, a diferença entre os dois olhos, além de estrabismo ou movimentos involuntários dos olhos, precisam ser investigados.
“O retinoblastoma é uma doença que precisa ser identificada o mais cedo possível, porque pode evoluir rapidamente. Ao perceber qualquer sinal diferente, é fundamental procurar avaliação oftalmológica”, orienta Carolina Almeida, médica oftalmologista especialista em retina.
A avaliação especializada inclui exames para observar o fundo do olho e verificar a retina. No Amapá, os casos suspeitos são encaminhados para atendimento de referência em Macapá, onde são avaliados e direcionados para a conduta adequada. Também é necessário diferenciar o retinoblastoma de outras doenças que podem apresentar sinais semelhantes, como catarata e glaucoma congênitos. Quando há necessidade de tratamentos de maior complexidade, o paciente pode ser encaminhado para atendimento fora do estado.
De acordo com dados da ONG Carlos Daniel, organização que auxilia pacientes amapaenses que precisam realizar tratamento fora do estado, sete crianças com retinoblastoma são acompanhadas atualmente pela instituição. O tratamento pode incluir quimioterapia e radioterapia e, mesmo após a conclusão das terapias, o acompanhamento permanece necessário para monitorar a saúde da criança e identificar possíveis alterações.
Em alguns casos, a criança pode utilizar uma prótese ocular, que precisa ser acompanhada e substituída periodicamente, conforme o crescimento.
“O controle após o tratamento é primordial. Mesmo quando a criança conclui as terapias, ela precisa continuar sendo acompanhada para que qualquer alteração seja identificada o quanto antes”, reforça Agenilson Silva, diretor da ONG.
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