Cidades

Parque Tecnológico do Amapá entra na reta final para a entrega e fortalece ecossistema de inovação

O Antigo Macapá Hotel está sendo transformado pelo Governo do Estado em espaço dedicado à ciência, tecnologia, empreendedorismo e ao desenvolvimento de soluções para a Amazônia


Fotos: Jhon Martins/GEA

 

Um espaço que durante anos fez parte da paisagem da orla de Macapá está prestes a ganhar uma nova função. O antigo Macapá Hotel, localizado no Centro da capital e às margens da orla do rio Amazonas, passa pelos últimos preparativos para se tornar o Parque Tecnológico do Amapá Foz do Rio Amazonas, equipamento do Governo do Amapá voltado ao fortalecimento da inovação no estado.

 

O espaço foi revitalizado para reunir em um mesmo ambiente pesquisadores, universidades, startups, empreendedores, empresas e instituições públicas. A proposta é criar conexões e oportunidades para transformar conhecimento e ideias em produtos, serviços e soluções que contribuam para o desenvolvimento do Amapá. A previsão é de que o espaço seja inaugurado em setembro.

 

Fotos: Flávio Sousa/GEA

 

“A ideia é aproximar quem produz conhecimento de quem desenvolve negócios e de quem possui capacidade de investir e transformar pesquisas em soluções aplicáveis à sociedade”, disse Edivan Andrade, Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação.

 

Estrutura para desenvolver ideias

O espaço foi projetado para oferecer uma infraestrutura capaz de atender diferentes etapas do processo de inovação. Entre os ambientes estão áreas de coworking, laboratórios, espaços para capacitações, prototipagem, incubação e desenvolvimento de projetos.

 

 

Na prática, a estrutura poderá ser utilizada por empreendedores que estão começando um negócio, startups que precisam desenvolver ou testar uma solução, pesquisadores que buscam transformar resultados científicos em produtos e empresas interessadas em estabelecer conexões com o ecossistema de ciência e tecnologia.

 

A proposta é criar um ambiente de troca. Um pesquisador poderá encontrar um empreendedor interessado em transformar sua pesquisa em negócio; uma startup poderá ter acesso a mentorias e infraestrutura; e empresas poderão se aproximar de soluções desenvolvidas no próprio estado.

 

Tecnologia com identidade amazônica

Outro eixo importante do Parque Tecnológico é a conexão entre inovação e as potencialidades da Amazônia. A estrutura deverá estimular projetos relacionados à biodiversidade, bioeconomia, biotecnologia e tecnologias sustentáveis, buscando transformar conhecimentos e recursos amazônicos em produtos e serviços com maior valor agregado.

 

 

Fortalecer esse segmento significa também criar novas possibilidades de desenvolvimento econômico sem deixar de considerar as características ambientais e sociais do território. A intenção é fazer com que a inovação produzida no Amapá esteja conectada às necessidades locais e, ao mesmo tempo, possa alcançar outros mercados.

 

Além de ambientes físicos, a expectativa é que o Parque possibilite a realização de capacitações, mentorias, eventos, encontros entre empreendedores e pesquisadores e atividades de aproximação com empresas e investidores.

 

A implantação do Parque Tecnológico também envolve investimentos na estrutura e na aquisição de equipamentos. Um dos projetos destinados ao espaço prevê R$ 13,2 milhões, sendo R$ 8,1 milhões de recursos da Finep e R$ 5,1 milhões de contrapartida do Governo do Amapá, de responsabilidade da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Setec).

 

 


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