Entrevista

Amapá participa de avaliação inédita de educação no Brasil

Primeira etapa é a avaliação diagnóstica, realizada para identificar nível de aprendizado dos alunos que estão entrando no ensino médio da rede estadual.

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O Amapá vai poder avaliar como está o nível de aprendizado dos estudantes que estão entrando no ensino médio da rede pública estadual e, também, qual será a diferença de desempenhos se eles tiverem um ensino médio integral ou parcial. Esses e outros dados serão levantados na avaliação de impacto do Programa de Fomento à Implantação das Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI), realizado pelo Ministério da Educação (MEC).

A avaliação terá duração de três anos, de 2019 a 2021, e ocorrerá em quatro escolas da rede estadual: Lucimar Amoras Del Castillo, Carmelita do Carmo, Sebastiana Lenir e José do Patrocínio – duas de ensino integral e duas de ensino parcial, respectivamente. As escolas foram escolhidas por meio de sorteio, com base na Portaria MEC nº 1.023/2018, que estabelece diretrizes, parâmetros e critérios para a realização de avaliação de impacto EMTI e seleção de novas unidades escolares para o programa.

O estudo possui caráter amostral e longitudinal, e é organizado em quatro etapas.  A primeira é uma avaliação diagnóstica que está sendo aplicada nesta quarta e quinta-feira, 22 e 23, somente aos estudantes da 1ª série do ensino médio das quatro escolas. São testes de matemática e de língua portuguesa e um questionário socioeconômico.

A segunda será o estudo experimental EMTI, que acontecerá no fim de 2019 e avaliará como os estudantes estão saindo da 1ª série. A terceira e quarta etapas, chamadas de Avaliação Somativa, contarão com a participação desses mesmos grupos de estudantes, em 2020 e 2021.

A coordenadora da equipe de implantação de Educação em Tempo (ETI) da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Carla Beatriz Carvalho, considera a avaliação do MEC uma iniciativa surpreendente e inédita, pois é a primeira vez que será analisado o impacto de uma política pública da educação, no caso, a implementação do ensino integral no país. Os resultados medirão a qualidade do aprendizado, rendimento escolar e redução de desigualdades entre alunos, além de medir outros impactos.

“Como não temos uma avaliação interna do nosso sistema de educação, podemos usar esses resultados para ter um diagnóstico de como os estudantes da rede pública do Amapá estão chegando ao ensino médio, ou seja, como eles saem do fundamental. Desta forma, podemos também direcionar as nossas políticas para o ensino fundamental”, destacou Carla Beatriz.

No Brasil

14 estados fizeram adesão à Portaria MEC nº 1.023/2018 e estão participando desta avaliação de impacto. Os resultados garantirão um diagnóstico do ensino médio em tempo integral em todo o país, fornecendo indicativos sobre a qualidade do ensino ofertado e subsidiando a formulação de políticas públicas para a educação. A proposta é para que, em futuro próximo, haja diretrizes claras e respaldadas em fundamentos científicos para guiar a política educacional.

 
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