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Exército poderá comandar as obras da BR-156

Ministro afirma a Randolfe que aguarda apenas formalização do pedido pelo Governo do Estado


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O senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) esteve em audiência com o Ministro da Defesa, Jaques Wagner, para debater paralisação das obras da BR-156. São quase 600 km entre o Oiapoque e Macapá, e 369 km entre Macapá e Laranjal do Jari, totalizando 964 km quilômetros de rodovia. Aproximadamente 120 km entre Oiapoque e Calçoene não são pavimentados.

O trecho foi licitado em meados da década passada, além de ter sido incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. Mas, devido a inúmeras irregularidades, a obra está parada há vários anos, o que provoca interrupção do tráfego durante o período chuvoso na região. Por recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU), Randolfe solicitou ao ministro da Defesa que examine a possibilidade da participação da engenharia do Comando do Exército no asfaltamento da BR.

Para o senador, essa é uma obra fundamental e de urgência: “A BR-156 é a coluna vertebral do Amapá. É a estrada que faz a ligação do extremo sul do Amapá, a região do Vale do Jari, até Oiapoque. Além disso, ela tem importância fundamental para o Brasil porque será a rodovia de ligação entre o Brasil e a Guiana Francesa, ou seja, entre o Brasil e a Europa, a partir da travessia na ponte binacional no rio Oiapoque. As obras não podem continuar paralisadas”.

Randolfe ressalta ainda a importância da retomada das obras para o estado: “É extremamente necessário, pois a paralisação tem prejudicado, principalmente, a comunidade do Oiapoque que até durante o verão fica isolada do restante do estado e do país. No inverno a situação é ainda pior”.

Até o momento, todas as tentativas de retomada das obras não obtiveram sucesso atrasando melhorias para a população. Após a reunião com o ministro, o senador está otimista com um futuro próximo para a conclusão do trecho.

Agora é necessário o entendimento das autoridades locais, já que a delegação da obra para o Batalhão do Exército é uma garantia de que não haverá desvios de recursos públicos, e que a obra, finalmente, terá um começo, meio e fim. “Eu espero que o governo do estado do Amapá não ofereça oposição e resistência a isso”, pontua o Senador.

Agora, Randolfe vai solicitar audiência com o Ministério dos Transportes para insistir na necessidade de transferir a obra para o Batalhão de Engenhara do Exército.

 
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