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Kappabashi: a rua de Tóquio que é um parque de diversões dos chefs de cozinha

Lugar apresenta loja de facas, comidas de plástico e centros comerciais com tudo que você imagina

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Todo cozinheiro gosta de trabalhar com um bom equipamento. As facas de churrasco, por exemplo: precisam estar afiadíssimas, para que o corte da carne não seja prejudicado.

A lógica se estende ao chef de cozinha que trabalha com comidas orientais, cortando peixes e frutos do mar. A necessidade da lâmina afiada também é fundamental.


Por isso, muitos cozinheiros têm cruzado o mundo para conhecer o um lugar bem específico em Tóquio, no Japão. É claro que a capital japonesa, com população estimada em 10 milhões de pessoas, possui pontos turísticos conhecidos mundialmente, como o Palácio do Imperador, o Museu Nacional e o cruzamento da avenida Shibuya, que já registrou 3 mil pessoas atravessando o local ao mesmo tempo.

Pouco conhecida entre os brasileiros que visitam a cidade, a rua Kappabashi é conhecida entre os japoneses de “cidade-cozinha”. O apelido se justifica em sua organização e na oferta de produtos: são 170 lojas destinadas a utensílios de cozinha.

Entre os objetos mais procurados estão as facas de cozinha. A principal atração neste quesito é a loja da família SeiichiKamata, especialista nas “wabochos“, que são facas japonesas bem afiadas. Eles abriram o estabelecimento em 1923 e, até hoje, comercializam o produto. Elas são feitas à mão por um artesão sediado em Sakai, na cidade de Osaka.


Kamata, o patriarca da família, tem vários discípulos e seguidores locais, que fazem imenso sucesso até no Instagram – basta procurar a hashtag #kamatahakensha. Na loja, é possível encontrar desde pequenas facas de corte de vegetais até grandes machetes artesanais.


Para quem for à loja, é possível assistir ao processo de finalização e inspeção pelo qual o objeto passa na loja. Uma equipe de apoio fluente em inglês ajuda os turistas a ver as facas perfeitas de mais de 800 tipos à venda. Uma das facas mais procuradas por admiradores e clientes é “Damascus”, idealizada a partir de um tronco de árvore e uma lâmina feita de aço carbono — o mesmo metal usado em espadas de samurais.

Mas, para além das facas, outros objetos de cozinha podem ser encontrados na rua Kappabashi. A loja Dengama reúne artesãos japoneses que faz as yakimono, que são cerâmicas utilizadas pelos japoneses desde o século 16, durante a expansão da cerimônia do chá. São mais de três mil peças de cerâmica e porcelana de alguns dos maiores fornos do Japão. A loja, aparentemente, moderna vende peças produzidas à mão e em fábricas, incluindo pratos, xícaras e bules de chá.


Já a Maizuru vende comidas de plástico incrivelmente perfeitas, a partir  de amostras que uma empresa fez, ainda em 1948, para moldes alimentares. À época, os moldes eram populares entre restaurantes que gostavam de exibir reproduções de suas receitas nas suas varandas. São peças hiper-realistas de lamens, macarrões, pizzas e cervejas, que podem custar até R$ 300.


Para quem não pode ou não deseja gastar muito, mas que deseja levar uma lembrancinha da rua, uma das opções é a loja Niimi, aberta em 1907, que vende de tudo: potes, facas, talheres, pratos, xícaras, bules, facilidades de cozinha.

Para chegar à rua Kappabashi, saindo de Shibuya, no centro de Tóquio, utilize o metrô e desça na estação Inaricho. O percurso dura cerca de 20 minutos. O ponto turístico mais próximo é o Museu Nacional de Tóquio, no parque UenoOnshi. Outro ponto de referência é a proximidade com Asakusa, que alguns chamam de “cidade-velha”, pela atmosfera que lembra décadas passadas.

 
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