Nota 10

Biblioteca do Senado inaugura exposição em homenagem a Sarney

A Biblioteca do Senado inaugurou, na última quarta, 10, a exposição José Sarney: O homem, o político, o escritor.   Por meio de fotografias, livros e textos, a mostra homenageia as seis décadas de vida pública e celebra os 84 anos de vida do político maranhense. De acordo com a coordenadora da exposição e da […]

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A Biblioteca do Senado inaugurou, na última quarta, 10, a exposição José Sarney: O homem, o político, o escritor.

 

Por meio de fotografias, livros e textos, a mostra homenageia as seis décadas de vida pública e celebra os 84 anos de vida do político maranhense. De acordo com a coordenadora da exposição e da biblioteca, Helena Celeste, a ideia de uma homenagem a Sarney nasceu de forma “espontânea e singela” quando o senador anunciou que deixaria a vida pública.


Ao abrir a exposição, Helena Celeste afirmou que era uma grande responsabilidade tratar de Sarney, a quem definiu como uma das personalidades mais importantes da história recente do país. Ela lembrou que foi Sarney, como presidente do Senado, o responsável pela criação do Conselho Editorial e do coral, pela participação da instituição nas feiras do livro realizadas no país, pela aquisição de obras raras e pela idealização do acervo digital – que hoje conta com mais de um milhão de acessos na internet.

 

“Esta exposição é uma forma de homenagem e de gratidão a Sarney. Não há lugar mais apropriado para isto do que a biblioteca do Senado”, disse Helena.

 

Visivelmente emocionado com a apresentação do coral, Sarney disse que não gostava de despedidas e que preferia sair do Congresso da mesma forma como entrou em 1955, “anonimamente”. O senador ponderou que ele é quem deveria fazer uma homenagem aos servidores do Senado, que são “os melhores quadros” da administração pública brasileira.

 

Templo e tecnologia – De bom humor, o senador brincou, dizendo que parecia “mais jovem e bonito” em algumas fotografias de sua trajetória política. Ele lembrou as dificuldades do período em que foi presidente da República, como o enfrentamento das greves, mas destacou como bons momentos o Plano Cruzado e a Assembleia Nacional Constituinte. Sarney disse que se fez fraco para que o povo e o país se fizessem fortes. Ele acrescentou que só conseguiu conduzir o país naquele momento de transição por conta de seu espírito de “tolerância, humildade e conciliação”.

 

Sarney fez questão de agradecer à coordenadora da biblioteca e aos demais servidores que ajudaram na montagem da exposição e destacou sua relação com os livros e com as bibliotecas. Para Sarney, o livro não vai acabar. Ele disse que o livro representa o que há de mais moderno na tecnologia, pois não precisa de energia nem de fio, e pode cair que não vai quebrar. Já as bibliotecas têm, na visão de Sarney, algo de sagrado. O senador disse que quando entra em uma biblioteca tem a sensação de que está entrando em um templo. Por isso, acrescentou, estava comovido com a homenagem.

— Me falaram que seria uma coisa simples, mas fui surpreendido com esta belíssima exposição. Queria agradecer a todos os servidores. A gratidão é a memória do coração — declarou.

 

Na abertura da exposição sobre Sarney também ocorreu o lançamento do livro As Batalhas na Guerra da Transição Brasileira. De autoria do jornalista Frota Neto, o livro conta a transição política do Brasil entre 1985 e 1990, quando o país estava saindo do governo militar e entrando na democracia. Nesse período, o presidente da República era José Sarney.

 

Os bastidores da política, a formação dos partidos e a elaboração da Carta Magna de 1988 estão entre os temas abordados no livro. De acordo com Frota Neto, que trabalhou na Presidência da República no gabinete de Sarney, o livro é “um corte na história”, com uma análise crítica sobre o que ocorreu no período.

 
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