Nota 10

Clícia Di Miceli exibe filme que produziu como tarefa acadêmica

‘interAmazônias – uma fronteira musical’ mostra uma junção da música tradicional do Amapá e a da Guiana Francesa.

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Douglas Lima
Da Redação

Quarta-feira, 19, às 10h, no Cine Imperator do Shopping Vila Nova, será apresentado o filme ‘interAmazônias – uma fronteira musical’, produção de Clícia Vieira de Miceli para a obtenção do título de mestre em estudos de fronteira pela Universidade Federal do Amapá (Unifap).

O trabalho foi orientado pelo professor Jodival Maurício da Costa, mediante pesquisas realizadas em 2017 e 2018, e defesa feita em fevereiro de 2019. Clícia esteve no começo da noite desta segunda-feira no programa ‘Café Com Notícia’ (Diário FM 90,9), apresentado por Ana Girlene.

“A criatividade e a vitalidade da música tradicional do Amapá e da Guiana Francesa ajudaram a manter uma herança ancestral em que o passado africano ainda está muito presente. A origem de algumas danças e ritmos de tambor, que remontam à escravidão, alimentou a base para novos ritmos que marcam a música tradicional e contemporânea que se toca nessa parte da Amazônia”, diz o release do filme entregue por Clícia à reportagem do portal Diário do Amapá.
A mestra em estudos de fronteira descreve que o filme inicia com o conceito de fronteira, não como fim ou início de um território, mas como lugar de junção, sendo abordado em uma perspectiva da interação, um ponto de contato entre culturas distintas que estabelecem trocas e se reconhecem pelas particularidades que essas culturas carregam.

Em seguida, há apresentação dos ritmos tradicionais Batuque e Marabaixo do Amapá, e Kanmougwé e Grajé, da Guiana Francesa.


Na sequência, a abordagem é sobre a música contemporânea encenada por compositores e cantores que trazem em sua obra a leitura da amazonidade. Tradição e contemporaneidade não aparecem como pares opostos, mas como elementares e complementares.

“Nesse caso”, completa Clícia Di Miceli, “a tradição, o substrato de base que a música contemporânea absorve e reinventa, representa uma música que está sendo feita no momento histórico em que vivemos: é a música do agora e marca da identidade musical transfronteiriça do Amapá e da Guiana Francesa”.


No rádio, a mestra contou que constatou com admiração a ênfase que os guianenses dão em pertencerem à Amazônia, apesar do aparato de Primeiro Mundo que possuem.

A exibição do ‘interAmazônias – uma fronteira musical’, em Macapá, será sucedida por apresentações no Oiapoque e na Guiana Francesa, fechando o circuito do trabalho que Clícia Vieira Di Miceli realizou em sua tarefa acadêmica.

 
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