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Nota 10

Com robô que dança Marabaixo, Ifap ganha competição internacional

O Instituto Federal do Amapá conquista primeiro e segundo lugares em várias categorias da etapa Final Nacional do Torneio Juvenil de Robótica (TJR) e do International Tournament of Robots (ITR-2021).


Com robôs construídos a partir de componentes eletrônicos descartados, resultantes do projeto de extensão “Robótica Alternativa na Escola”, o Instituto Federal do Amapá (Ifap) conquista primeiro e segundo lugares em várias categorias da etapa Final Nacional do Torneio Juvenil de Robótica (TJR) e do International Tournament of Robots (ITR-2021), que aconteceu no período de 11 a 15 de dezembro, no Espaço de Convenções do Expo Center Norte, em São Paulo.

Cadastrado como projeto de pesquisa e inovação, no âmbito da Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Inovação (Proeppi), sob a coordenação do técnico administrativo mestre André Luis da Silva e Silva Côrtes, e com execução definida para o período de março de 2019 a dezembro de 2021, o projeto visa o reaproveitamento de componentes descartados para a produção de protótipos de baixo custo. A experiência do projeto deu base para o artigo “O Uso da Robótica Alternativa como Modelo Educacional com Auxílio de Metodologias Ativas e Inovadoras”, de autoria do pós-graduado no curso do Ifap de Informática na Educação, Elender Keuly de Souza.

O artigo tem a orientação do professor mestre André Luiz da Silva Freire (Campus Macapá) e coorientação do técnico com mestrado na área André Luis Côrtes (Campus Santana). A publicação faz parte das ações do grupo de pesquisa em Tecnologia da Informação e Comunicação da Amazônia (GPTICAM). Atualmente, Elender de Souza é estudante do programa de mestrado Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT/Ifap) e coordena o projeto na escola estadual Esther Virgolino, com a colaboração de seus orientadores, do acadêmico de Tecnologia em Alimentos (Campus Macapá), Caio Lemos e com apoio da diretora Francy Cavalcante e da diretora adjunta Solange Correa, ambas gestoras da referida escola.

Contribuição para o meio ambiente
O projeto “Robótica Alternativa na Escola” defende que a utilização de materiais alternativos nos estudos da robótica possibilita o desenvolvimento de habilidades dos conhecimentos na área da mecânica, automação, informática e inteligência artificial, programação e raciocínio lógico, conhecimentos necessários e importantes para o funcionamento de um robô.

O projeto se utiliza de equipamentos de informática que já não estão mais sendo utilizados ou por defeito ou por serem de uma tecnologia já considerada defasada (placas eletrônicas, aparelhos de DVDs e impressoras) para construir carros e robôs educativos autônomos. “Esses equipamentos, uma vez descartados inadequadamente, podem ocasionar riscos para o meio ambiente, pois neles existem elementos químicos como metais pesados altamente tóxicos, prejudiciais à natureza e ao homem”, justificam os autores.

O projeto se utiliza também dos fundamentos da Cultura Maker, que visa o desenvolvimento cognitivo dos alunos e sua autonomia na construção e finalização dos projetos a partir de alguns pilares, como: inovação, meio ambiente, sustentabilidade e inclusão social através da educação. O objetivo é desenvolver a consciência ambiental e ecológica dos estudantes, com a produção de baixo custo, possibilitando o acesso à tecnologia a todos os envolvidos no processo educativo. “É a partir dessa preocupação que surge a robótica construída com sucata eletrônica e materiais alternativos, que vem tomando grande espaço nas escolas amapaenses, melhorando a qualidade de ensino dos alunos, valorizando e respeitando a TI verde, além de baixar os custos, proporcionando aos estudantes com baixa renda acesso aos diversos conhecimentos e saberes”, afirma o autor Elender de Souza.


Na disputa nacional do TJR 2021, a equipe alcançou o 1º e 2º lugares no Cabo de Guerra (Nível 4) e no Sumô (Nível 4); 1º lugar no Sumô (Nível 3) e 2º lugar no MMA. Já na disputa internacional do ITR 2021, foram 1º lugar na Dança e 1º lugar no Sumô, credenciando vaga para evento no México.

Ao todo, foram cinco primeiros lugares e três segundos lugares. O acadêmico de Tecnologia de Alimentos e aluno do curso técnico subsequente em Química do Ifap Caio Felipe Lemos se envolveu no projeto robótica alternativa quando foi aluno da escola onde ele é aplicado. Segundo o estudante, a experiência tem representado um divisor de águas. “Esse projeto tem sido um divisor de águas muito grande na minha vida, não só pelos ensinamentos do nosso mentor, professor Elender Keuly, e de outros coordenadores que compõem a equipe do projeto, mas por mostrar o caminho de um curso de graduação na área de tecnologia, por mostrar a nós alunos que podemos chegar a lugares onde nunca imaginamos, como a um mestrado ou doutorado”.

 

*Com informações do IFAP


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