Nota 10

Exposição reúne 35 artistas visuais com obras que fortalecem defesa dos rios da Amazônia

‘A arte que nos move’ abre nesta quarta-feira, 11, no Centro Cândido Portinari, e propõe reflexão sobre identidade, memória e resistência das águas amazônicas


 

Os rios da Amazônia como símbolos de pertencimento, memória e resistência são o tema central da exposição ‘A arte que nos move – rios da Amazônia: onde a rua é rio: afeto e resistência das águas’, aberta nesta quinta-feira, 11, às 19h, no Centro de Artes Visuais Cândido Portinari. A mostra reúne obras de 35 artistas visuais do Amapá e do Pará, que apresentam diferentes interpretações sobre a relação dos povos amazônicos com os rios e os territórios das águas.

 

A exposição convida o público a refletir sobre o papel dos rios na construção da identidade cultural amazônica. Mais do que elementos geográficos, as águas aparecem como caminhos, espaços de convivência, fontes de alimento, memória e espiritualidade. Por meio de pinturas, ilustrações e outras linguagens visuais, os artistas retratam a riqueza da vida ribeirinha, os saberes ancestrais e a conexão profunda entre as comunidades e seus territórios.

 

 

Além da dimensão poética, a mostra também traz uma abordagem crítica sobre os desafios enfrentados pelos rios amazônicos diante das pressões econômicas e ambientais. As obras dialogam com temas como a preservação dos recursos naturais, a valorização das culturas tradicionais e a defesa dos territórios ameaçados por processos de exploração predatória.

 

Para o artista visual e idealizador do projeto, Will Cruz, a exposição busca fortalecer o sentimento de pertencimento e ampliar o debate sobre a importância das águas para a Amazônia.

 

“Os rios são parte da nossa identidade. Eles contam quem somos, como nos deslocamos, como nos alimentamos e como construímos nossa cultura. Esta exposição nasce do desejo de transformar a arte em um espaço de afeto, memória e resistência, reafirmando que os rios amazônicos são patrimônios vivos e inegociáveis para os povos que habitam esta região”, destaca.

 

 

A visitação permanecerá aberta ao público até o dia 22 de junho, durante o horário de expediente do Centro Cândido Portinari, que é o apoiador desta edição, fazendo parte do projeto Exportinari, uma iniciativa do próprio Centro.

 


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