Parada Preta ocupa a orla de Macapá com cultura ancestral e o Prêmio Chica Manicongo
Encontro em frente à Casa do Artesão homenageia lideranças sociais e a memória da primeira travesti do Brasil

Reafirmando a força e a resistência da população negra e LGBTQIA+ no Amapá, acontece nesta quinta-feira, 23, a Parada Preta. O evento será realizado em frente à Casa do Artesão, reunindo manifestações culturais, religiões de matriz africana, artistas locais e homenagens a grandes lideranças dos direitos humanos no estado.
A Parada Preta surge como um espaço de celebração e reivindicação política, colocando em pauta a interseccionalidade entre raça, gênero e sexualidade. A programação foi pensada para exaltar a identidade afrodescendente amapaense e o combate ao racismo e à LGBTfobia.
Cultura, ancestalidade e resistência
A abertura e o ritmo da noite serão marcados pela tradição do Marabaixo, patrimônio cultural imaterial do Brasil, que levará o batuque ancestral ao público. O evento também contará com a presença marcante dos grupos de povos de terreiro, reafirmando o respeito, a liberdade religiosa e a benção das matrizes africanas.
O palco da Casa do Artesão receberá diversos artistas negros do Amapá que utilizam a arte como ferramenta de engajamento social, fortalecendo a pauta da negritude por meio da música, da dança e da poesia.
Prêmio Chica Manicongo
O ápice da programação será a entrega do Prêmio Chica Manicongo, honraria destinada a reconhecer e valorizar pessoas e iniciativas que se destacam na defesa dos direitos da comunidade trans e negra.
O prêmio homenageia a memória de Chica Manicongo, mulher escravizada vinda do Congo no século XVI e registrada historicamente como a primeira travesti documentada do Brasil. O ato simboliza um resgate ancestral e o fortalecimento do orgulho e da visibilidade trans na Região Norte.
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