Polícia

Adolescente é apreendido com pistola e afirma ser executor de facção

Suspeito revelou ter viajado de Santana para assassinar rivais a mando de lideranças presas no Iapen; com ele, o 12º BPM apreendeu arma, carregadores e 20 munições


 

Elen Costa
Da Redação

 

Um adolescente de 17 anos foi apreendido por policiais militares na noite do último sábado, 24, nas dependências de uma fábrica de pescado localizada no município de Calçoene, no norte do Amapá. O menor de idade foi flagrado em posse de uma pistola calibre .40 carregada e revelou às autoridades que tinha a missão de executar membros de uma organização criminosa rival.

 

De acordo com o relatório do 12º Batalhão da Polícia Militar, as equipes foram acionadas por meio de uma denúncia anônima informando que um jovem armado havia invadido ou estava escondido na propriedade da empresa de pescados. Diante das informações, os militares iniciaram diligências na área e localizaram o suspeito.

 

Durante a abordagem e revista pessoal, os policiais encontraram com o adolescente a pistola calibre .40, dois carregadores e 20 munições intactas. Ao ser questionado sobre o armamento de uso restrito, ele confessou de forma fria os seus objetivos na cidade.

 

O infrator afirmou ter saído do município de Santana com destino a Calçoene exclusivamente para cumprir ordens de execução decretadas de dentro do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Ele se identificou aos policiais como “matador” da facção criminosa Comando Vermelho (CV) e disse que os alvos seriam desafetos que integram um grupo rival.

 

A Polícia Militar realizou o levantamento dos dados do jovem e constatou que, apesar da pouca idade, ele já possui uma extensa ficha de antecedentes socioeducativos. O adolescente acumula passagens anteriores por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio e tráfico de drogas.

 

Após o flagrante, o armamento, as munições e os carregadores foram recolhidos. O menor de idade foi conduzido e apresentado na Delegacia de Polícia de Calçoene, onde foi autuado por ato infracional análogo ao porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e permaneceu à disposição do Poder Judiciário.

 


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