Polícia

Advogado Washington Picanço é conduzido ao Ciosp acusado de entregar celulares a detento

Advogado e ex vereador da capital nega acusações e diz que ‘flagrante’ foi forjado. Ele é acompanhado pela Comissão de Prerrogativas da OAB-AP

Compartilhe:
Whasington diz que flagrante foi forjado.

O advogado e ex vereador da capital, Washington Picanço, foi conduzido ao Centro Integrado em Operações de Segurança Pública (Ciosp) Pacoval no início da noite desta quarta-feira (7) sob acusação de agentes penitenciários de ter repassado aparelhos celulares, carregadores e fones de ouvido para um interno que ele havia acabado de entrevistar no Parlatório do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen).

Segundo os agentes, a entrega teria ocorrido no momento em que o advogado deixou o Parlatório e seguiu para a área administrativa do presídio. Washington Picanço foi detido pela guarda interna da cadeia.

A Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Amapá, foi acionada para acompanhar o caso.


No Ciosp, o advogado negou a acusação declarando que entrevistou o cliente, mas que entrou no presídio apenas com o aparelho celular pessoal e as chaves do carro. Whasington Picanço disse que o ‘flagrante’ foi uma armação.

“O detento com o qual foram pegos os objetos era o mesmo que eu havia entrevistado antes no Parlatório. Após deixar o espaço eu me dirigi ao setor administrativo para pedir a transferência do irmão desse interno que também havia sido preso no sábado passado por agredir a mãe dele. Nessa hora eu ouvi dois tiros e na sequência fui convidado pelos agentes para acompanhar a guarnição. Eles me apresentaram dois celulares e uma ‘mina’ de carregadores e fones de ouvido. Antes de entrar no Iapen eu passei pelo detector de metais e realmente tocou. De praxe eles pedem para tirarmos cinto, sapatos….eu passei e apitou. A agente não pediu para eu retornar e ela registrou no livro de ocorrência que eu entrei com meu celular pessoal e as chaves do meu carro. Agora está sendo atribuindo a mim a responsabilidade de ter passado supostamente a esse detento. Eu creio que trata-se de um flagrante forjado a fim de desmoralizar a advocacia e não foi apreendido nada em minha posse, não tem prova nenhuma de que eu estaria passando. Eu estava no setor administrativo, sob vigilância de vários servidores, mas o procedimento foi esse e vim aqui com a Comissão de Prerrogativas. Deverá ser lavrado um TC [Termo Circunstanciado] e terei a oportunidade de provar que tudo isso não passou de uma ação forjada”, disse o advogado durante entrevista.

Reportagem e fotos: Jair Zemberg
Texto: Elden Carlos

 
Compartilhe:

Tópicos:  

Deixe seu comentário:




Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *