Polícia

Atuação conjunta do MPF e PF fecha garimpo ilegal no norte do Amapá

Garimpo produzia aproximadamente R$ 500 mil em ouro por mês

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Investigações do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) levaram ao fechamento de um garimpo, em Oipoque/AP, na manhã desta quarta-feira (7). A operação Japeusá, deflagrada pela PF, buscou desarticular organização criminosa que atuava na extração ilegal de ouro no garimpo “Duda”, localizado às margens do rio Cricou, a cerca de três horas de barco de Oiapoque.

 

Além do encerramento das atividades do garimpo, a ação cumpriu, ainda, três mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou, após pedido do MPF, o bloqueio de bens de três investigados até o limite individual de R$ 100 mil, além da quebra do sigilo bancário e fiscal. A atuação do MPF decorre de trabalho da Força-Tarefa Amazônia, criada, em agosto, para combater a macrocriminalidade na Amazônia Legal, nos casos envolvendo mineração ilegal, entre outros.

 

As investigações tiveram início a partir de depoimento de garimpeiros flagrados, em 2017, com ouro sem comprovação de legalidade. A extração era feita no garimpo “Duda”, local explorado sem as necessárias licenças ambiental e de exploração mineral. A produção do garimpo chega a quase R$ 500 mil por mês em ouro.

 

O garimpo possui estrutura consolidada, com construções de médio porte e máquinas que, possivelmente, auxiliam na lavra do minério, assim como ramais abertos na mata. A organização criminosa atuava com divisão de tarefas e responsabilidades entre seus membros. Também havia a utilização de “laranjas” nas movimentações financeiras, além de uma cooperativa como fachada à atividade criminosa.

 

Os investigados responderão, na medida das suas responsabilidades, pelos crimes contra a ordem econômica, ambientais, extração ilegal de minérios, usurpação de matéria prima da União, organização criminosa, dentre outros. Se condenados, poderão cumprir pena de até 25 anos de reclusão.

 

Japeusá – Na mitologia guarani, foi um dos filhos do primeiro casal criado pelo Deus TUPÃ. Sua figura é associada à mentira e à trapaça, práticas adotadas pela organização criminosa investigada para disfarçar as ilegalidades cometidas.

 
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