Polícia

‘Chapolin’ executado a tiros após ser atraído para emboscada no Novo Buritizal

Pirateiro que fazia rota Macapá-Oiapoque foi chamado para negociar moto com suposta mulher e foi atingido nas costas e na cabeça; polícia descarta latrocínio


 

Elen Costa
Da Redação

 

Um homem conhecido como ‘Chapolin’, de 44 anos, foi executado a tiros na noite dessa quarta-feira, 21, no bairro Novo Buritizal, zona sul de Macapá. Identificado como Lázaro Wellison Morais, ele trabalhava com transporte clandestino de passageiros, atividade conhecida como ‘pirateiro’, em rotas entre Macapá, Calçoene e Oiapoque.

 

O crime aconteceu assim que a vítima chegou a pé à travessa Heráclito Azevedo Coutinho, uma área periférica localizada atrás do Residencial Jardim Açucena.

 

A esposa de Lázaro esteve no local do crime e contou à polícia que ele morava no bairro Brasil Novo, na zona norte da capital. Segundo ela, o companheiro havia saído de casa após receber uma ligação para encontrar uma suposta mulher e tratar de uma negociação envolvendo uma motocicleta. A polícia investiga se a ligação foi uma emboscada para atrair a vítima.

 

Levantamentos preliminares da perícia apontaram seis disparos de pistola calibre 9mm nas costas e outros três na cabeça, totalizando nove lesões. A dinâmica indica execução.

 

Outro detalhe importante é que, inicialmente, não foi constatada a subtração de pertences. O celular e os documentos pessoais estavam com a vítima, e não havia, até aquele momento, indícios aparentes de latrocínio.

 

Até o momento, não há informações confirmadas sobre a autoria, a quantidade de envolvidos ou a rota de fuga utilizada pelos criminosos.

 

Levantamentos preliminares indicam ainda que Lázaro possuía registros de boletins de ocorrência em Calçoene, incluindo anotações relacionadas a ameaças.

 

Equipes das Polícias Civil e Militar estiveram no local. O caso agora é investigado pela Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer a motivação e identificar os responsáveis pelo crime.

 

Informações que possam contribuir com as investigações podem ser repassadas de forma anônima à DHPP pelo número (96) 99170-4302.

 


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