Polícia

Ciclista morto na rodovia do Curiaú estava indo para o primeiro dia de trabalho

Segundo Ivaneide Pinheiro, cunhada de Davino Macedo Nunes, era o primeiro dia de trabalho do familiar em uma nova empresa.

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Railana Pantoja
Da Redação

 

Davino Macedo Nunes, de 49 anos, ciclista morto na rodovia do Curiaú na última segunda-feira (7), estava indo para o primeiro dia de trabalho quando foi atropelado na área urbana da AP-070. Segundo Ivaneide Pinheiro, cunhada do ciclista, Davino estava radiante com o novo emprego, pois, a família estava passando por dificuldades financeiras.

Meu cunhado saiu 5h para trabalhar e uma pessoa tirou a vida dele. A gente nem sabia do acidente, ficamos esperando ele retornar, como ele não voltou, no outro dia ligamos para o chefe dele e foi confirmado que meu cunhado não chegou para trabalhar. Foi então que descobrimos que ele havia sido atropelado. A gente se ajudava demais enquanto família, tanto que a bicicleta usada para ele ir trabalhar era minha”, explicou a cunhada.


Segundo Ivaneide, devido às circunstâncias do acidente e pela demora em identificar a vítima, que não portava documentos quando a polícia chegou ao local, não foi possível velar o corpo de Davino nesta terça-feira (8).

“Meu cunhado ficou destruído, já tinha passado 24h e nem com formol daria para velar. Davino estava sem emprego, conseguiu um e iria começar a trabalhar na segunda-feira (7), dia do acidente. Por isso ele saiu cedo de casa, pois, às 7h ele tinha que se apresentar e a empresa era passando o Loteamento Amazonas. Ele estava tão feliz, radiante, fazendo muitos planos e ceifaram a vida dele. E o que dói mais ainda é saber que tentaram assaltar o Davino após ele estar morto”, lamentou.


Davino era casado, pai de uma menina, de 10 anos, e padrasto de um adolescente, de 15 anos. Como ele era quem sustentava a família, que mora de aluguel no Conjunto Mestre Oscar Santos, a esposa teme enfrentar dificuldades financeiras novamente.

Na manhã desta quarta (9), a família registrou boletim de ocorrência no Ciosp do Pacoval e agentes da Polícia Civil já buscam imagens de câmeras de segurança dos estabelecimentos comerciais que ficam nas proximidades da área do acidente.

“Se alguém viu esse carro, ou tenha filmagens que possam identificar o motorista, por favor, nos ajude entrando em contato com a família ou a polícia. Essa pessoa que tirou a vida do meu cunhado deixou uma criança de 10 anos órfã e uma esposa sem o marido, que era o provedor da casa. Por que o motorista fez isso? Arrastou para fora do asfalto o Davino. Se ele [motorista] fez uma vez, solto continuará fazendo”, suplicou Ivaneide.

 
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