Polícia

Delegado Ronaldo Coêlho diz que atentado em Suzano poderia ter sido evitado se tivesse segurança armada na escola

Titular da Delegacia de Homicídios de Macapá, ele também afirma que motivação dos crimes pode ter origem na família dos matadores. Assunto foi debatido no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9) com a participação de ouvintes.

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O delegado Ronaldo Coêlho afirmou nesta quinta-feira (14) no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90,9) que o atentado ocorrido em uma escola na cidade de Suzano (SDP), que resultou na morte de dez pessoas, entre elas adolescentes, poderia ter sido evitado se tivesse segurança armada na escola.

A polícia encontrou no local da chacina um revólver calibre 38; quatro recarregadores; dois arcos e flexas, um tradicional e outro que dispara na horizontal; um coquetel molotov, um machado, na cintura de um dos criminosos, e um caderno com táticas de um jogo de combate conhecido como ‘free-fire’, que estava no interior do carro usado pelos criminosos.

Na avaliação de Ronaldo Coêlho, a motivação dos crimes pode ter origem na família dos matadores, porque a primeira vítima foi o tio de um deles, proprietário de uma locadora, que foi assassinado durante o roubo do carro utilizado pelos assassinos. Ele não descartou a influência de jogos de violência, como o ‘free-fire’, que ensina a matar, mas ressaltou que apenas as investigações vão determinar a motivação real.

Um professor da rede pública que se identificou como Cardoso concordou com o delegado e disse que os crimes podem não ter relação com a escola, mas sim “com a falta de educação dentro de casa. Entretanto, ele foi contestado por um colega, após atribuir o desequilíbrio da educação ao pedagogo e sociólogo Paulo Freire, afirmando que o educador “não entende nada de educação e tornou a educação brasileira na pior educação do mundo”, acrescentando que “ainda há gente que defende esse tipo de educação, que deve ser mudada”.

Identificando como Edvilson, o ouvinte contestou: “Sou professor formado em magistério no antigo Ieta (Instituto de Educação do Território do Amapá) e fiz graduação em pedagogia na Unifap (Universidade Estadual do Amapá); fico triste com determinadas opiniões, como esse ponto de vista totalmente adverso, e não vou entrar em conflito, mas esse cidadão atribuiu culpa ao Paulo Freire, que discordo. Paulo Freire foi um dos maiores teólogos, um dos maiores teóricos, um dos pensadores mais notáveis da história da pedagogia mundial do século passado, mentor da educação inclusiva”, comentou, arrematando:

– Como professor eu entendo que um dos maiores problemas da educação hoje é a falta de acompanhamento dos pais, que transferem a responsabilidade da educação dos filhos para a escola; como educador e como pai de seis filhos, entendo que se não andarmos de braços dados com nossos filhos, principalmente na educação infantil, na educação básica, este país não muda nunca, e teremos a continuidade de uma sociedade violenta, até porque nossos político não dão a atenção devida à educação; mas eu concordo que as escolas têm que ter monitoramento eletrônico, por câmeras, mas paralelamente tem que haver também a vigilância presencial armada.

 
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