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Em Nota, Polícia Civil diz que agente incorreu em erro ao atirar contra jovens; um morreu

Delegacia Geral de Polícia Civil emitiu nota esclarecendo fatos que resultaram na morte de um jovem e deixou outras duas pessoas feridas à bala. Tiros foram efetuados por um policial civil.

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A Delegacia Geral de Polícia Civil (DGPC) emitiu nota durante o final de semana, narrando oficialmente os fatos iniciais relacionados à ação do policial civil Jorge Henrique Banha Picanço, de 47 anos, que resultou na morte do universitário Ronald Willian Souza de Oliveira, de 21 anos, e que deixou feridos Ricardo Brito de Oliveira, de 22 anos, que é primo de Ronald, e Maria da Conceição Cascaes, de 57 anos. O caso ocorreu na noite de sexta-feira (6) em um estabelecimento comercial localizado na rua Padre Manoel da Nóbrega, bairro Jesus de Nazaré, área central de Macapá.

De acordo com a nota, o policial – que prestou serviços durante quase 25 anos à instituição – teria incorrido em um erro ao interpretar que a entrada dos jovens no estabelecimento comercial seria uma tentativa de assalto.

 

“O policial civil, homem vivido e experiente, contando com quase vinte e cinco anos de serviços prestados, achou estranho a dona do estabelecimento ter aberto a grade da porta de onde comumente comercializa seus produtos e, possivelmente interpretando que se tratava de um “assalto”, munido que estava de uma arma de fogo da instituição, efetuou disparos contra os jovens, acertando-os bem como a uma senhora que estava ali os atendendo”, diz um trecho da nota oficial.

 

No mesmo documento a DGPC afirma que – com base em depoimento de Maria da Conceição Cascaes, que foi alvejada no abdômen – e de uma segunda testemunha que estava no local, identificada como Nazira Ribeiro, o agente civil não estava sob efeito de álcool [como chegou a circular nas redes sociais] e muito menos os garotos teriam anunciado, em tom de brincadeira, que se tratava de um assalto.

 

“Desta feita, são absolutamente inverídicas as versões que se propagaram nas redes sociais, umas pregando que o policial civil estava alcoolizado e em surto, disparando a esmo sua arma de fogo ou então que os dois jovens, ambos oriundos de famílias decentes e conhecidas da sociedade local, haviam chegado ao local e anunciado, ainda que de brincadeira, voz de “assalto” e muito menos que tenha havido troca de tiros entre os protagonistas”, relata outro trecho da nota.

 

A Polícia Civil afirma que os fatos serão apurados dentro do maior rigor possível da lei, e que todos os pontos serão devidamente esclarecidos.

 


Ricardo Brito de Oliveira segue internado no Hospital de Clínicas Alberto Limar (Hcal). Ele passou por uma cirurgia e perdeu um dos rins. O jovem é filho de um policial civil que era amigo de Jorge Henrique. O policial teria cometido suicídio ao reconhecer quem eram os jovens que ele teria alvejado.

 
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