Polícia

Laudo descarta abuso sexual e constata que criança morreu por afogamento em cisterna

Menina foi encontrada morta dentro de uma cisterna no Distrito do Coração. No Hospital de Emergências foi ventilada a possibilidade de ela ter sido abusada sexualmente.

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Delegadas Cristina Amorim e Sandra Dantas receberam o caso

O laudo de constatação da Polícia Técnico-Científica (Politec) descartou a possibilidade de abuso sexual no corpo da menina Geane Vitória da Silva Ferreira, de 1 ano e 8 meses, que foi encontrada morta no início da tarde de quarta-feira (7) dentro de uma cisterna em uma propriedade agrícola no Distrito do Coração, zona oeste da capital.

 

A delegada Cristina Amorim, plantonista na Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM) disse que o pedido do exame foi requerido após o atendimento no Hospital de Emergências, onde um suposto funcionário teria identificado sinais no corpo da menina que poderiam ser indicativos de abuso.

 

Porém, os pais da criança já haviam negado essa possibilidade. “Como a Polícia Militar apresentou três pessoas [homens] que trabalham na propriedade, e havia essa dúvida, foi requerido o exame. O laudo apontou morte por afogamento e descartou qualquer tipo de violência. As pessoas foram ouvidas e liberadas. Foi uma fatalidade a morte da criança”, disse Cristina Amorim.

 

A delegada titular da DECCM, Sandra Dantas, acompanhou pessoalmente o caso na Politec. “Tomamos todas as medidas cabíveis para esclarecer qualquer dúvida. A criança morreu por afogamento e não houve qualquer tipo de agressão”, reforçou.

 

A mãe de Vitória, Tatiane da Silva Bernardo, de 19 anos, contou que preparava o almoço e havia deixado o casal de filhos assistindo televisão. A menina deixou o imóvel sem que ela percebesse. A mãe só sentiu falta quase uma hora depois. Após procurar pela propriedade, Tatiane encontrou o corpo da filha dentro da cisterna.

 

Reportagem e fotos: Jair Zemberg

 
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