Operação Mulher Segura resulta em 211 prisões em dois meses no Amapá
Ação conjunta das forças de segurança atuou em quatro municípios e acolheu 1.242 mulheres

Douglas Lima
Editor
A 2ª edição da Operação Mulher Segura prendeu 211 agressores de mulheres e meninas no Amapá, em dois meses. Coordenadas pelas forças de segurança locais, as ações da mobilização federal focam na interrupção do ciclo de violência contra a população feminina.
A iniciativa integrada mobilizou 152 policiais civis, militares e penais. Além das prisões de criminosos enquadrados em delitos de gênero, o balanço aponta o acolhimento de 1.242 mulheres.
A operação cobriu os municípios de Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Mazagão. Os dados foram apresentados pelas policiais penais capitão Cristina Balieiro e policial penal Valdirene Amorim, em entrevista ao programa Togas e Becas (Diário FM 90,9) deste sábado, 1 de agosto.
Cristina destacou o caráter preventivo e repressivo das frentes de trabalho contra todo tipo de agressão e lamentou os números expressivos. De acordo com a capitão, foram registradas 180 prisões em flagrante, com maior concentração de casos na capital, Macapá.
Entre outros dados, ela citou a baixa incidência de agressores que utilizam tornozeleira eletrônica e destacou que o número de feminicídios foi zero entre os monitorados pela operação.
Valdirene Amorim ressaltou a importância de levar informação às vítimas, que muitas vezes sequer têm consciência de que estão inseridas em um contexto de abuso. “Não começa com a agressão física. As mulheres devem saber identificar a violência e aprender como denunciar para encerrar esse ciclo”, afirmou.
A Operação Mulher Segura também promoveu ações de conscientização social para romper o ciclo da violência doméstica. Ao todo, foram realizadas 191 atividades educativas presenciais nas comunidades, alcançando diretamente um público de 15.096 pessoas, além de 138 inserções de divulgação em redes sociais.
Operação Mulher Segura
A Operação Mulher Segura é uma mobilização nacional coordenada no Amapá pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e pela Polícia Civil (PC-AP), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O planejamento prevê ações permanentes até o dia 31 de dezembro, com o objetivo de intensificar o enfrentamento à violência de gênero por meio de frentes preventivas, educativas e repressivas em todo o estado.
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