Polícia

PF prende responsáveis por viagem clandestina que resultou em naufrágio na Guiana Francesa

Embarcação com pelo menos 24 brasileiros naufragou no final do mês de agosto na Guiana Francesa, após ter deixado o porto da cidade de Oiapoque (AP).

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Elden Carlos
Editor-chefe

 

A Polícia Federal (PF) com apoio da Companhia de Operações Especiais (COE), cumpriu dois mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na manhã de sexta-feira (10) na sede do município de Oiapoque, distante 590 quilômetros de Macapá, durante a Operação Tritão. Os alvos são integrantes de uma organização criminosa que atua na promoção de migração ilegal de brasileiros para o exterior.

De acordo com a PF, os alvos dos mandados de prisão seriam os responsáveis por agenciar a viagem clandestina que terminou no naufrágio de uma embarcação que saiu de Oiapoque no dia 28 de agosto com destino a Guiana Francesa. Havia pelo menos 24 pessoas a bordo. Apenas quatro sobreviventes haviam sido localizados até a última contagem.

Ainda segundo a Polícia Federal, a investigação, que contou com a colaboração do Centro de Cooperação Policial (CCP) Brasil/França, e dos oficiais de ligação da Polícia Federal em Saint George e na embarcação naufragada. Ainda de acordo com o que se apurou, os responsáveis pela migração clandestina receberam em torno de R$ 25 mil pela viagem.

Os envolvidos poderão responder, na medida de suas responsabilidades, por promoção de migração ilegal e atentado contra a segurança de transporte fluvial com naufrágio e por possíveis mortes. Inicialmente, as penas podem chegar a 17 anos de reclusão.

Apenas em 2021, a Polícia Federal deflagrou no Amapá seis operações policiais que tinham como alvo indivíduos que promovem migração ilegal: Operação Quinino (com três fases) e Operação Catraia (com duas fases) em Oiapoque/AP. Já em Macapá, houve a Operação Cruce.

“Tritão” é um deus marinho da mitologia grega que é conhecido como o Rei dos Mares.

Imagens: Divulgação/PF

 
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