Polícia

Polícia Civil e Anvisa desarticulam venda ilegal de Tirzepatida pelas redes sociais

Operação ‘Dose Certa’ cumpre mandados de busca e apreensão em Macapá após denúncias de comércio irregular de medicamentos falsificados ou contrabandeados


 

Elen Costa
Da Redação

 

A Polícia Civil do Estado do Amapá, por meio da Delegacia Especializada na Investigação de Crimes Contra o Consumidor (Deccon), deflagrou entre os dias 9 e 11 de setembro de 2026 a Operação ‘Dose Certa’. A ação ostensiva teve como principal objetivo combater e apurar a comercialização ilegal de produtos anunciados falsamente como medicamentos à base de tirzepatida — substância amplamente utilizada em tratamentos de diabetes e perda de peso — vendidos de forma indiscriminada em redes sociais.

 

A ofensiva Target contou com o apoio crucial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para identificar os canais de distribuição e mitigar os riscos à saúde pública no estado.

 

Durante os três dias de operação, os agentes cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a particulares que utilizavam plataformas digitais para ofertar os produtos.

 

 

Foram apreendidas diversas unidades de frascos e caixas com rótulos e embalagens de medicamentos de origem paraguaia. Todo o montante recolhido foi encaminhado para a perícia oficial para avaliar a real composição química das substâncias.

 

 

Dispositivos eletrônicos e históricos de conversas foram retidos para ajudar a mapear a rede de clientes e fornecedores.

 

Com o encerramento da primeira fase de buscas, o inquérito policial conduzido pela Deccon se concentrará em desvendar a rota logística do crime. Os principais focos são descobrir como os produtos entraram em território nacional e no estado do Amapá; identificar os distribuidores e possíveis laboratórios clandestinos ou importadores ilegais; e avaliar o risco decorrente da total falta de refrigeração e conservação adequada exigida para compostos biológicos como a tirzepatida.

 

A Deccon e a Anvisa emitiram um alerta urgente à população sobre os severos perigos de adquirir remédios de alta complexidade fora do circuito farmacêutico legal. Medicamentos comprados via redes sociais ou de vendedores informais não possuem garantia de eficácia, podem estar contaminados ou batizados com substâncias tóxicas, colocando a vida do paciente em risco iminente.

 

As investigações prosseguem sob sigilo para identificar novos envolvidos no esquema.

 

 


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