Record Nacional expõe investigação sobre relação entre crime organizado e agentes políticos no Amapá
Matéria exibida nesta quinta-feira, 10, apresentou condenação de ex-candidato a vereador e falou de investigações da Polícia Federal e da Polícia Civil sobre crimes eleitorais e atuação de organização criminosa, inclusive com citações sobre possível envolvimento do ex-prefeito Furlan, atual candidato ao governo estadual

A Record Nacional exibiu quinta-feira, 10, uma reportagem sobre investigações que apuram uma suposta relação entre integrantes do crime organizado e agentes políticos no Amapá. A matéria também abordou a condenação, pela Justiça Eleitoral, do ex-candidato a vereador de Macapá, Luanderson de Oliveira Alves, conhecido como Caçula.
Segundo a reportagem, Luanderson disputou uma vaga na Câmara Municipal de Macapá pelo PSD, nas eleições de 2024, e foi condenado pela Justiça Eleitoral, com inelegibilidade por oito anos. A Record informou que o ex-candidato aparece em um vídeo, gravado para uma possível colaboração com o Ministério Público Federal, no qual faz acusações contra o ex-prefeito de Macapá e candidato ao Governo do Amapá, Antônio Furlan.
Conforme a reportagem, Luanderson afirma que teria presenciado uma suposta negociação entre Furlan e integrantes do crime organizado. De acordo com o conteúdo exibido, a acusação envolve a suposta entrega de dinheiro em troca de apoio político e acesso a áreas dominadas por criminosos durante o período eleitoral.
A matéria informou ainda que a Polícia Federal e a Polícia Civil investigam possíveis relações entre integrantes da organização criminosa Família Terror Amapá e agentes políticos, além de possíveis crimes eleitorais.
Ainda segundo a TV Record, durante as investigações relacionadas às eleições de 2024, a Polícia Federal apreendeu aparelhos celulares e obteve autorização para acesso a dados telefônicos de investigados. O material analisado apontaria para supostas negociações envolvendo o acesso de candidatos a determinadas áreas da capital.
Também foram citadas investigações que, segundo a emissora, identificaram pessoas apontadas como ligadas à organização criminosa que teriam ocupado cargos na administração municipal. Entre os nomes mencionados está Jezaias Silva e Silva, conhecido como Jeiza, ex-subsecretário da Zeladoria Urbana. Ele e Luanderson foram presos no curso das investigações e acusados de crimes relacionados ao tráfico de drogas, organização criminosa e crimes eleitorais.
A matéria também mencionou Cíntia Neves de Sena, presa pela Polícia Federal, em 2021, em uma investigação sobre tráfico internacional de drogas. Segundo a reportagem, ela havia exercido função na Secretaria Municipal de Saúde.
Ao abordar a situação de Luanderson, a Record apresentou imagens de um vídeo no qual o ex-candidato faz declarações sobre a suposta relação entre políticos e integrantes da organização criminosa. As afirmações apresentadas no vídeo são atribuídas exclusivamente a ele e foram exibidas pela emissora no contexto da reportagem sobre as investigações.
Em nota enviada à Record, Antônio Furlan negou as acusações e afirmou que as alegações surgem em meio ao processo eleitoral. Segundo a manifestação, o candidato declarou que nunca foi citado, notificado ou envolvido em qualquer apuração relacionada às acusações mencionadas.
Na nota, a defesa de Furlan classificou as alegações como infundadas e atribuiu o episódio a interesses políticos. O candidato [Furlan] informou que permanece à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
Segundo a Record Nacional, as defesas de Rafael Pinheiro Alves, Cíntia Neves de Sena e Jezaias Silva e Silva não responderam aos contatos feitos pela reportagem da emissora.
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