Polícia

Secretário de Segurança Pública do Amapá se manifesta sobre ação de grupo de delegados de Polícia Civil

Cézar Augusto Vieira disse lamentar o comportamento do grupo e considera que o assunto é policial e não político


 

O delegado da Polícia Civil Cézar Augusto Vieira, secretário de Justiça e Segurança do Amapá, se manifestou, nesta quarta-feira (16), sobre declarações de delegado que revelaram apoio político ao candidato a governador do estado, Antônio Furlan (PSD), e fizeram uma série de acusações contra a segurança pública estadual, entre eles o delegado Uberlândio de Azevedo Gomes, que na gestão do então governador Waldez Góes (PDT) assumiu o cargo de delegado-geral de Polícia Civil.

 

O grupo de delegados que bateu foto com o candidato Furlan promoveu a decisão depois que a TV Record nacional mostrou uma reportagem na qual aparece como entrevistado o delegado Estéfano Silva, que responde pelo Draco, falando sobre atuação de facções e negando o envolvimento de Furlan com uma delas, afirman que o candidato não era alvo de investigação. O comportamento Estéfano recebeu diversas críticas, e ele virou alvo de uma representação junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Amapá.

Em uma de suas falas, o delegado Uberlândio Gomes disse, sem mostrar provas, que um homem que presta serviço ao secretário de Segurança estava usando um veículo de forma privada, usando combustível do estado, e que este homem seria pai da maior liderança de facção criminosa no Amapá, sem citar o nome da facção.

 

Ouvido pela reportagem do Diário, o secretário Cézar Augusto Vieira disse lamentar a conduta de um grupo pequeno de delegados – seriam 41 – que resolveu fazer esse tipo de embate na seara política.

 

Para ele, quando se fala do crime organizado, de facção e criminalidade, o assunto é policial, e não político. “Não podemos politizar esse assunto. O que precisamos é ter a capacidade técnica e elucidação das condutas, apresentando os fatos, e não apenas narrativas, para que o Ministério Público assuma o seu papel numa ação penal, e leve a uma condenação ou absolvição de pessoas vinculadas ao crime organizado. Seja ele quem for, político ou cidadão comum”, disse.

 

O secretário também considerou como leviano e irresponsável o comportamento do grupo de delegados, e citou que em 2022, na gestão de Uberlândio como delegado-geral houve o registro de mais de 10.400 ocorrências do crime de roubo, que é gravíssimo e afronta a sociedade que acaba como refém, e que nos últimos anos esse número não passou de 1.700. “E vamos zerar esses números”, prometeu Vieira, afirmando que hoje a segurança pública do Amapá se destaca no Brasil por ser forte, contundente e pelos investimentos feitos pelo governador Clécio Luís. 

 

O secretário assegurou que as organizações criminosas não terão ambiente fértil no Amapá, onde serão asfixiadas financeiramente e no patrimônio.

 

Sobre as declarações do delegado Uberlândio Gomes, o secretário Cézar Vieira disse que vai tomar as providências no âmbito da corregedoria e judicialmente.

 

Confira a reportagem:

 

 


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