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Carlos França diz que agressão à Ucrânia é ‘inadmissível’ e que a Rússia ‘cruzou uma linha vermelha’

Chanceler participou de audiência no Senado para discutir ações do governo brasileiro sobre a guerra. França voltou a criticar sanções econômicas das potências ocidentais à Rússia


O ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse nque a agressão da Rússia à Ucrânia é “inadmissível”. Ele disse ainda que a Rússia ultrapassou uma “linha vermelha” ao invadir o território do país vizinho.

França participou de uma audiência, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, sobre as ações do Brasil em relação à guerra.

Ao responder perguntas de senadores, ele concordou com a presidente da comissão, Katia Abreu (PP-TO), que, alguns minutos antes, havia classificado a invasão de “inadmissível”.

“Vossa excelência tem razão, presidente Kátia Abreu, a agressão é inadmissível. No momento em que há conflito armado, invasão de território, nós entendemos que a Rússia cruzou uma linha vermelha. Quanto a isso não há dúvida“, afirmou o ministro.

Passado mais de um mês de guerra – a Rússia invadiu a Ucrânia no dia 24 de fevereiro – o presidente Jair Bolsonaro ainda não falou se condena ou aprova a ação do governo russo.

No dia da investida russa sobre o território ucraniano, o vice-presidente Hamilton Mourão disse que o Brasil não aprovava a invasão. Depois, foi desautorizado por Bolsonaro, que disse que cabia a ele, o presidente, se manifestar sobre o tema.

Mesmo com o silêncio de Bolsonaro, a posição do Brasil nas votações na Organização das Nações Unidas (ONU) tem sido contrárias à invasão russa.

O chanceler Carlos França ressaltou na audiência do Senado que o governo brasileiro defende o “imediato cessar fogo” e “a proteção de civis e a garantia de acesso à assistência humanitária” às vítimas da guerra.

 

Críticas às sanções econômicas

O chanceler voltou a criticar às sanções econômicas que países do Ocidente impuseram à Rússia como forma de pressionar por um cessar-fogo.

“[Essas sanções] podem agravar os efeitos econômicos do conflito e impactar a cadeia de insumos essenciais. As sanções tendem a entender os interesses de um grupo pequeno de países, prejudicando a larga maioria, que depende de insumos básicos”.

França disse que, no aspecto econômico, a principal preocupação do governo brasileiro é quanto ao fornecimento contínuo de fertilizantes que, segundo ele, “são indispensáveis para agricultura e para segurança alimentar do mundo”.


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