Política Nacional

Ex-presidente Lula afirma que não tem medo de ser preso

Ele disse ter a ‘consciência tranquila’ e negou qualquer ato ilícito

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao “Jornal do SBT”, que não tem medo de ser preso durante as investigações tanto da Operação Lava Jato quanto da Operação Zelotes. Apesar de ter sido citado no curso das operações, Lula não é investigado e não há nenhuma acusação formal contra ele em nenhuma das investigações.

“Não temo. Não temo ser preso porque eu duvido que tenha alguém neste país, do meu pior inimigo ao meu melhor amigo, que diga que um dia teve uma conversa comigo ilícita. Duvido. Então eu tenho a consciência tranquila”, afirmou Lula. “Eu acho que essas coisas [investigações] são normais de um pais democrático”, destacou o ex-presidente.

Questionado pelo jornalista Kennedy Alencar sobre declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de que o petista teria “plantado as sementes” do esquema de corrupção que atuava na Petrobras e que é “encantado pelas delícias do poder”, Lula disse que FHC “sofre” com o seu “sucesso”.

“Eu deveria ter apreço pelo Fernando Henrique Cardoso porque tenho uma boa relação com ele mas eu acho que ele tem um problema comigo. É um problema de soberba. Ele sofre com o meu sucesso”, criticou Lula.

Equívocos
Assim como já havia feito em um discurso na última semana, o ex-presidente afirmou que a presidente Dilma Rousseff cometeu “equívocos” durante o atual governo. Ele também voltou a criticar a mudança de discurso em relação às promessas feitas por Dilma na campanha eleitoral do ano passado.

“Eu não sei se o governo todo tinha clareza [sobre a situação do país durante a campanha de 2014], porque toda vez que você conversava [com alguém do governo], parecia ter os caminhos”, disse Lula. “Eu não digo que houve estelionato eleitoral. […] A presidenta Dilma foi vítima do sucesso do seu primeiro mandato”, afirmou.

Entre os “equívocos”, Lula apontou o congelamento do preço dos combustíveis em 2012 e as desonerações como alguns dos principais erros do governo Dilma.

“Houve [equívocos]. Acho que a atitude de não aumentar [o preço da gasolina] foi um equívoco. […] Talvez o governo tenha descoberto que desonerou tanto quando ultrapassou o limite. Foi um equívoco. Eu acho que não deveria fazer tanta desoneração porque o governo tem que manter uma capacidade de arrecadação”, explicou o ex-presidente.

 
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