Política Nacional

Transição pretende evitar aprovação de mais pautas-bomba no Congresso

PT vai assumir o papel de oposição no Legislativo

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Coordenador da campanha de Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (esq.) deve comandar a equipe de transição.

O governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) vai priorizar uma transição com a equipe do presidente Michel Temer que envolva entendimentos com o atual Congresso para evitar a aprovação de pautas-bombas com pesados ônus aos cofres públicos.

Fontes ligadas a Bolsonaro apontam que haverá até o final do ano a formação de “perigosa” aliança entre a oposição e setores do Congresso interessados em aprovação esse tipo de pauta. Entre as mais temidas estão a aprovação da nova Lei Kandir, o novo Refis Rural, o Refis para devedores com dívidas acima de R$ 15 milhões, e o reingresso de inadimplentes no Supersimples.

Tal aliança envolve as chamadas bancadas temáticas, que reúnem parlamentares de diferentes partidos. É o caso da bancada ruralista, representante dos interesses do agronegócio, que conseguiu derrubar neste ano o veto presidencial ao Refis Rural, com uma renúncia estimada em R$ 13 bilhões.
Coordenador da etapa de transição pelo lado da gestão Temer, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, acredita que o deputado Onyx Lorenzoni, que coordenou a campanha de Bolsonaro e é cotado para substituí-lo na pasta, será o chefe do grupo bolsonarista. Oficialmente, os trabalhos começam nesta quarta-feira (31), com a chegada de Lorenzoni a Brasília.

Cerca de 50 pessoas vão integrar a equipe de transição, que terá inclusive futuros ministros, como o economista Paulo Guedes. Entre os nomes que vão compor a equipe será possível ter a presença de parlamentares que não se reelegeram, mas que ainda têm alguma influência no Congresso e podem ajudar nas negociações com os partidos, evitando a aprovação de novas pautas-bomba com impacto em torno de R$ 100 bilhões em cofres públicos em até 30 anos.

 
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