Política Nacional

TSE chamam de ‘lendas urbanas’ suspeitas sobre urnas eletrônicas

Na sessão, os ministros comentaram uma auditoria realizada pelo PSDB no sistema de votação, que concluiu não ter havido fraudes no processo. “O relatório apresentado pelo Partido da Social Democracia Brasileira, sobre eles [indícios de fraude] diz o seguinte: Todos eles foram verificados e não correspondiam à verdade. Ou seja, eram realmente lendas urbanas. A auditoria nesse sentido foi realmente exemplar”, afirmou Dias Toffoli.

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O presidente do TSE, Dias Toffoli, e o ministro Gilmar Mendes, chamaram de “lendas urbanas” suspeitas disseminadas na internet após as eleições do ano passado que colocaram dúvidas sobre na captação e registro de votos pelas urnas eletrônicas.

Na sessão, os ministros comentaram uma auditoria realizada pelo PSDB no sistema de votação, que concluiu não ter havido fraudes no processo. “O relatório apresentado pelo Partido da Social Democracia Brasileira, sobre eles [indícios de fraude] diz o seguinte: Todos eles foram verificados e não correspondiam à verdade. Ou seja, eram realmente lendas urbanas. A auditoria nesse sentido foi realmente exemplar”, afirmou Dias Toffoli.

O termo havia sido utilizado momentos antes por Gilmar Mendes ao comentar a auditoria. Ele afirmou que o trabalho confirma o que já era “convicção” da Corte eleitoral. Ele defendeu, porém, um trabalho de maior transparência do TSE para demonstrar a lisura do sistema de votação eletrônica para diminuir a “boataria” na internet, especialmente em épocas de “conflito político e eleitoral acirrado”.

“Sabemos que tínhamos no interior aqueles típicos fofoqueiros, mas hoje na internet isso é algo imbatível, insuperável. Nós temos que nos preocupar seriamente com essa questão, para que de fato as pessoas saibam, tenham possibilidade de fazer verificação. Isso é um trabalho de catequização, um trabalho pedagógico”, afirmou.

Criticando abertamente a auditoria, o ministro Herman Benjamin, chamou de “retrocesso” a proposta do PSDB de implantar o voto impresso nas urnas eletrônicas para eventual checagem do sistema eletrônico. “Todo modelo pode ser aperfeiçoado tecnicamente, mas nós não podemos aceitar que no jogo do processo eleitoral, que tem as suas peculiaridades, as instituições e a produção boa dessas instituições em favor do país venham a receber ressalvas que não sejam aquelas estritamente técnicas”, disse.

Depois, disse que não se referia aos “fofoqueiros da internet” ao fazer a crítica. “Os fofoqueiros da internet não têm a credibilidade dos partidos políticos e sobretudo dos partidos políticos que gozam de grande representatividade e de uma história”.

 
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