Política

Abstenção pode explicar diferença entre pesquisas e resultados nas urnas, diz Teles Júnior

Últimos levantamentos para o segundo turno da eleição presidencial trazem empate técnico; vice-governador acha que este é um pleito que vai gerar grandes emoções para o povo brasileiro na próxima semana


 

No dia 25 de outubro o Brasil vai às urnas para escolher o seu presidente para os próximos quatro anos. As últimas pesquisas divulgadas revelam um cenário de empate técnico entre os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula da Silva (PT). Acontece que de uma pesquisa para outra houve perda de dois pontos de um candidato, que não foram para outro, de acordo com o economista, estatístico e vice-governador do Amapá, Teles Júnior, na Rádio Diário FM, nesta sexta-feira, 17. Segundo ele, um fator determinante para isso pode ser a abstenção de uma parcela dos eleitores.

 

“A decisão de votar no segundo turno depende muito da dinâmica da campanha. Pode acontecer de algum percentual do eleitorado decidir não votar. Se você comparar a abstenção no segundo turno com a abstenção do primeiro turno entre os anos de 2010 e 2022, apenas no ano de 2022 a abstenção foi menor do que no primeiro turno. Mas ela foi menor 0,32% Então, é muito provável que a abstenção no segundo turno, neste ano, aumente, não diminua ou fique no mesmo patamar do primeiro turno, e isso provoca esse tipo de distorção em pesquisa”, analisou Teles, explicando que o eleitor que configurava esses pontos, foi convertido em “Não sabe ou não respondeu”, para brancos, nulos ou possível não comparecimento para votar.

 

“Na eleição de 2022, no primeiro turno, a abstenção foi de 20,95%; no segundo turno, 20,59%. Quando você olha de 2010 até 2022, nos anos de 2018, 2014 e 2010, a abstenção no segundo turno foi maior do que no primeiro turno, ou seja, temos um cenário onde a abstenção, na maioria das vezes, fica acima no segundo turno em relação ao primeiro turno”, disse ele.

 

Apesar desse cenário constante nas últimas eleições, Teles Júnior não acredita que o público ausente seja decisivo no resultado da disputa presidencial. “Eu não acho que ela seja decisiva, quando olha as abstenções de 2022, no primeiro turno e no segundo. Estamos falando de uma diferença de 0,49% do eleitorado. E é muito difícil que essa diferença vote somente em um candidato. Ela vai se dividir entre os dois candidatos”, destacou.

 

Para além das pesquisas, há ainda as articulações e mobilizações nas ruas que podem impactar o cenário. “A esquerda voltou pra rua. Durante esta semana se viu movimentos em vários locais do Brasil. Assim como também a direita vai pra rua, afinal ela elegeu a maioria dos senadores e a maioria dos governadores. Então ela também se mobiliza. É uma eleição que vai gerar grandes emoções para o povo brasileiro na próxima semana”, finalizou o estatístico.

 


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