GEA e BNDES lançam edital de concessão florestal para impulsionar desenvolvimento sustentável
Iniciativa prevê abertura de dez lotes de manejo em seis municípios com objetivo de gerar empregos, movimentar economia local e garantir preservação da Floresta amazônica

O Governo do Estado do Amapá (GEA), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), oficializou o lançamento de edital para concessão de manejo florestal sustentável no estado. O projeto abrange uma área de 603 mil hectares, divididos em dez lotes distribuídos por seis municípios amapaenses, com o objetivo de aliar o crescimento econômico à conservação ambiental.
A iniciativa busca estruturar a exploração racional dos recursos naturais, permitindo que empresas vencedoras da licitação realizem o manejo seletivo de madeira sob critérios rigorosos de sustentabilidade e controle ambiental.
Segundo o governador do Amapá, Clécio Luís, o projeto foi construído colaborativamente e representa um avanço no modelo de desenvolvimento da região.
“É um momento importante, já fruto de uma experiência que nós temos de manejo florestal sustentável. Esse projeto é muito especial porque foi elaborado a várias mãos, junto com o BNDES. O manejo é um princípio biológico de regeneração da floresta. Você tira uma árvore de forma seletiva, autorizada pelo Estado, e a floresta vai se regenerar. Queremos o Amapá produzindo e se fortalecendo cada vez mais”, destacou o governador.
Estudos técnicos e participação comunitária
O processo de estruturação durou mais de três anos e contou com levantamentos técnicos e cinco audiências públicas presenciais nos municípios envolvidos. Segundo a secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, o edital apresenta um modelo inédito e voltado para o desenvolvimento social.
“É uma parceria com o BNDES que hoje tem o seu ápice no lançamento desta licitação. O edital traz mais de R$ 1 bilhão em investimentos revertidos para a infraestrutura local e projetos sociais. O processo foi construído olhando para a comunidade”, ressaltou a secretária.
Camila Monte, gerente de infraestrutura do BNDES, complementou que o diálogo garantiu transparência ao projeto.
“Desenvolvemos estudos e audiências públicas em cada município para ouvir a população, explicar o projeto e garantir benefícios como geração de emprego, renda e proteção florestal”, explicou.
Impacto econômico e prioridade para mão de obra local
Além do impacto ambiental, a expectativa do setor público e de representantes legislativos é de que as concessões estimulem a economia do estado, incentivando o beneficiamento da madeira dentro do próprio território amapaense em vez da exportação da matéria-prima in natura.
O deputado estadual Júnior Favacho enfatizou a relevância do projeto para o fortalecimento do mercado de trabalho local e a fixação de renda nos municípios envolvidos.
“Isso significa emprego, transformar os ativos que nós temos no Amapá em renda e fortalecimento dos nossos municípios. A nossa posição na Assembleia foi muito clara: que isso seja para as empresas do Amapá e que os empregos fiquem no Amapá. O manejo traz planejamento e previsibilidade para o nosso desenvolvimento”, afirmou o parlamentar.
Com a publicação do edital, abre-se a fase de habilitação e apresentação de propostas por empresas brasileiras. A expectativa das autoridades é de que as operações de manejo e os primeiros postos de trabalho gerados pelo novo edital tenham início no próximo ano.
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