Agência Amapá vislumbra nova fase de investimentos no estado com descoberta de petróleo
A Petrobras anunciou a descoberta nesta sexta-feira (14)

O presidente da Agência Amapá de Desenvolvimento, Wandenberg Pitaluga, afirmou que o anúncio da Petrobras sobre a descoberta de petróleo na costa do estado abre uma nova etapa para a economia amapaense.
Durante entrevista à rádio Diário FM 90,9 na Expofeira, o presidente resumiu o sentimento com a expressão “habemus petróleo” e comparou a notícia à conquista de um campeonato.
“Nós estamos muito contentes. Foi praticamente uma final de Copa do Mundo, com o Amapá campeão. Fomos surpreendidos pela notícia, mas não pegos de surpresa, porque já vínhamos fazendo um trabalho muito grande voltado para isso”, declarou.
Wandenberg Pitaluga ressaltou que o licenciamento ambiental, obtido após 13 anos de espera, foi decisivo para o início das pesquisas. Segundo ele, o resultado é fruto de uma articulação entre o Governo do Estado, a bancada federal e órgãos técnicos.
“O fato de ter conseguido o licenciamento para começar a pesquisa foi a mudança do jogo. Existe um trabalho técnico e uma relação muito forte dentro do Amapá, mas também há uma articulação em Brasília, com a atuação do presidente Davi Alcolumbre e do senador Randolfe Rodrigues”, afirmou.
A Agência Amapá informou que, além da continuidade das pesquisas da Petrobras, outras empresas que venceram lotes na região já iniciaram contatos com o governo.
O presidente também destacou que as rodadas de negócios realizadas na Expofeira movimentaram mais de R$ 25 milhões entre empresas nacionais e empreendedores locais.
“Agora a gente já sabe que tem petróleo e vamos começar a sondagem. A expectativa de emprego e renda que a Petrobras traz vem associada a outras empresas, e esse volume reforça um trabalho sério, cujo resultado já está aqui”, vislumbrou.
Entre os próximos passos estão a avaliação da comercialidade do óleo, a continuidade das pesquisas em outros dois poços e a preparação de uma nova sonda para a fase de produção. O presidente defendeu a qualificação da mão de obra local por meio de programas, como o Qualifica Amapá.
“A indústria do petróleo, onde chega, transforma. O nosso papel é fazer com que essa transformação seja positiva, preparando a população amapaense para se capacitar, entrar no mercado de trabalho e participar desse processo”, finalizou.
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