Amapá é tratado como “novo El Dorado” por especialistas do setor de petróleo nos EUA
Missão do Governo do Amapá no Texas fortalece a imagem do estado e atrai reconhecimento de autoridades do setor energético

Nos dois primeiros dias da Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, localizado no estado do Texas, nos Estados Unidos, o Amapá passou a ocupar espaço central nas discussões sobre o futuro da exploração de petróleo no Brasil. Em meio a agendas estratégicas e encontros com investidores, o estado foi citado por autoridades e lideranças do setor como uma das principais apostas da nova fronteira energética brasileira, chegando a ser classificado como o “novo El Dorado” do país.
No plano político, o avanço do Amapá no cenário internacional do petróleo é resultado direto da estratégia conduzida pelo governador Clécio Luís, que tem priorizado a inserção do estado no debate energético nacional e global.
A presença amapaense integra a missão institucional do Governo do Estado, através da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, que atua para atrair investimentos e preparar a estrutura necessária para a cadeia de petróleo e gás, especialmente diante do avanço das pesquisas na Margem Equatorial. A comitiva tem participado de agendas no Pavilhão Brasil e em fóruns paralelos da OTC, ampliando o diálogo com empresas, especialistas e representantes do mercado internacional.
A avaliação positiva sobre o movimento do Amapá veio de diferentes segmentos do setor. À frente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), principal entidade que representa a indústria de petróleo no país, o presidente Roberto Ardenghy destacou o reconhecimento que o Amapá já começa a conquistar no ambiente internacional.
“A presença do Amapá, de uma delegação do governo fazendo contato com empresários, mostrando o potencial do estado, mostrando que o estado está se preparando para este desafio é muito importante e está sendo reconhecido aqui na OTC”, declarou Robert Ardenghy.
Atraindo investimentos
O posicionamento do estado também foi reforçado pela ApexBrasil, responsável por promover o Brasil no exterior e atrair investimentos estrangeiros. Para o diretor de Gestão da instituição, Floriano Pesaro, o momento vivido pelo Amapá representa uma virada estratégica no mapa energético nacional.
“O Amapá, neste momento, com a Margem Equatorial, agora liberada pelas organizações governamentais, é o novo El Dorado do Brasil, a grande fronteira da inovação e, partir de agora, a grande fronteira da fortuna e da riqueza que nós teremos nos país a partir desta exploração”, exclamou Floriano.
A avaliação institucional também foi compartilhada pelo corpo diplomático brasileiro nos Estados Unidos. O consulado brasileiro em Houston, liderado pelo embaixador Breno Dias da Costa, acompanha de perto as agendas econômicas e energéticas durante a OTC e atua como ponte entre o Brasil e investidores internacionais.
“Parabenizo a presença constante do Amapá na OTC, por essa consistência, porque isso é fundamental para desenvolver a indústria de óleo e gás do estado. O Amapá tem tudo para tirar os benefícios desse investimento público, e quem corre atrás consegue isso de uma maneira não só mais rápida, como também mais constante”, disse o embaixador.
Área estratégica
Nos bastidores, a leitura é de que o Amapá já mudou de patamar dentro do debate energético. De território ainda em fase exploratória, o estado passa a ser tratado como área estratégica para expansão da produção nacional, sobretudo diante da necessidade de reposição de reservas no país.
Essa percepção é reforçada por quem está diretamente envolvido na agenda técnica e na articulação com o mercado.
“O Amapá deixou de ser um participante para ser um protagonista no debate sobre o petróleo. Ao longo da semana, ainda temos uma agenda robusta de conversas com investidores e empresários que querem saber como fazer negócio no estado. O Amapá já é a nova fronteira petrolífera do Brasil”, disse o diretor de investimentos da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Antônio Batista, especialista no setor que está em sua 13ª OTC.
Na mesma linha, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, destaca que o estado vive um momento decisivo, com expectativa crescente em torno dos resultados da Margem Equatorial e com uma estratégia clara de inserção no mercado global.
“Nós estamos às vésperas da divulgação da pesquisa na Margem Equatorial. Toda a expectativa encontrada no petróleo futuro do Amapá é que vai suprir essa deficiência de produção de petróleo no Brasil. Aí se encontra a importância do posicionamento do Amapá no Brasil e na indústria de óleo e gás. Estarmos aqui demonstrando essa pujança e a credibilidade de indústrias como a Petrobras e a Transpetro, faz com que o mercado inteiro nos respeite e queira conhecer um pouco mais o Amapá”, explicou Wandenberg.
Com atuação focada na atração de investimentos, organização institucional e preparação da infraestrutura, o governo do Amapá vem construindo as bases para que, confirmada a viabilidade da Margem Equatorial, o estado esteja pronto para transformar potencial em desenvolvimento, geração de emprego e protagonismo econômico no país.
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