Política

Defensor público-geral fala sobre desafios para atendimento humanizado

Igor Giusti afirma que DPE-AP possui estratégias para enfrentar alta demanda com melhorias nos fluxos para redução do tempo de espera e escuta humanizada


 

Douglas Lima
Editor

 

O defensor público-geral do Amapá, Igor Giusti, em entrevista ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9), falou sobre as expectativas para sua gestão à frente da Defensoria Pública. Ele integra o quadro de defensores concursados; é o primeiro amapaense a chegar no cargo.

 

 

Giusti afirmou que manterá o compromisso com a população e os avanços recentes da DPE no Amapá, buscando, prioritariamente, um atendimento mais humanizado. “Esperamos um tempo de atendimento de no máximo uma hora, e assim, vamos ouvi-los, recebê-los, acolhê-los, entender qual a demanda que ele nos traz. E a partir daí, dá os encaminhamentos, seja uma orientação jurídica, seja um agendamento e já lhe informe os documentos que ele tem que trazer”, declarou.

 

Acerca da estrutura da DPE no estado, o defensor acredita que ela seja suficiente para o corpo técnico atual, mas pondera que ainda não supre toda a demanda que a instituição precisa suportar. “Nós temos sedes praticamente em todos os municípios, sedes próprias. Faltam alguns ajustes, precisamos de uma sede em Santana, e construir uma nova em Oiapoque. No Jari nós já estamos fazendo, e assim a gente vai conseguir da integralidade a recepcionar toda a demanda”, declarou.

 

Sobre o orçamento, o titular da DPE afirmou que o governo do estado oferece um suporte consistente, mas que, por ser uma instituição nova, ainda há um debate com outros poderes sobre questões orçamentárias. “Ainda não é o ideal, mas a gente vem galgando passos maiores e construindo toda a estrutura física e humana que a gente precisa para recepcionar os necessitados da melhor forma possível”, esclareceu.

 

Como ponto que exige atenção, Giusti citou a melhoria de fluxos e procedimentos para garantir um acolhimento qualificado ao assistido. Ele reforçou que, na esfera jurídica, os usuários estão bem amparados pelos defensores que compõem a DPE. Com 58 defensores na ativa, Igor afirma que o número ainda não é o satisfatório, mas defende que a instituição possui mecanismos internos para suprir a demanda.

 

“Na nossa lei nós temos 70 cargos. Se a gente conseguisse completar os 70 cargos, eu acredito que a gente já teria uma estrutura de defensores adequada a toda a nossa realidade”, disse. Por fim, o defensor destacou que a Defensoria Pública dará continuidade às ações itinerantes por todo o estado, levando assistência a comunidades distantes, além de manter o atendimento remoto pelos canais oficiais.

 

“O que a gente mantém da gestão passada, que era uma gestão que eu já fazia parte, é essa vontade incansável para ajudar, para estender a mão para quem necessita, para os nossos assistidos, para os nossos usuários, para os usuários do serviço público da Defensoria Pública”, concluiu Igor Giusti.

 


Deixe seu comentário


Publicidade