“Eu não prometo, eu resolvo”, diz Clécio Luís em sabatina do Sistema Diário
Candidato à reeleição participou nesta sexta-feira, 25, do programa LuizMelo Entrevista (Diário FM 90,9), encerrando rodada de entrevistas com os postulantes ao Palácio do Setentrião

Douglas Lima
Editor
O governador e candidato à reeleição Clécio Luís (União Brasil) afirmou, nesta sexta-feira, 25, durante entrevista ao programa LuizMeloEntrevista, do Sistema Diário de Comunicação, que pretende dar continuidade às ações iniciadas no primeiro mandato. Ao falar sobre a campanha e os resultados da atual gestão, resumiu sua posição em uma das respostas rápidas da sabatina: “Eu não prometo, eu resolvo. Eu faço, isso está provado. Muita coisa do que eu fiz, eu não prometi. E quando eu prometi, eu fiz”.
A entrevista encerrou a rodada de sabatinas promovida pelo Sistema Diário de Comunicação com os candidatos ao Governo do Amapá. O calendário foi definido previamente por sorteio entre as candidaturas.
Ao longo da conversa, Clécio apresentou um balanço dos três anos e meio de gestão e falou sobre saúde, segurança pública, geração de empregos, educação, mineração, petróleo, previdência estadual, infraestrutura e ciência, tecnologia e inovação.
Na avaliação do candidato, a principal marca do primeiro mandato foi a transformação proporcionada por obras e programas públicos. Ele citou investimentos na saúde, com a entrega de seis hospitais e a previsão de novas unidades, entre elas o Hospital de Emergência, o Hospital da Mulher e um hospital para tratamento de câncer.
“Eu posso citar várias grandes obras, mas a maior, realmente, é a transformação que está acontecendo na vida das pessoas que são alcançadas por essas obras, por esses programas, pelos benefícios que nós implantamos”, afirmou.
Promessas e obras
Questionado sobre compromissos assumidos na campanha anterior que ainda não foram executados, Clécio citou o Centro de Convenções como a principal promessa não iniciada. Segundo ele, o projeto está pronto, a área foi liberada e há recursos assegurados para que a obra entre em processo de licitação.
O governador também destacou o que considera resultados de sua administração em áreas como regularização fundiária, economia e infraestrutura. Segundo dados apresentados por ele durante a entrevista, cerca de 136 mil hectares de terras foram regularizados nos últimos dois anos, com títulos registrados em cartório.
Na saúde, afirmou que o governo ampliou a estrutura hospitalar e reduziu filas de procedimentos. Entre as próximas ações citadas estão a conclusão do novo Hospital de Emergência e a construção de unidades especializadas.
Para a geração de emprego, Clécio afirmou que o programa Qualifica Amapá deverá abrir 50 mil novas vagas de capacitação em parceria com universidades, institutos e entidades do sistema de formação profissional. Segundo ele, a estratégia terá foco em setores como petróleo e gás, logística, energia, mineração e bioeconomia.
Segurança e enfrentamento às facções
Na área da segurança pública, o candidato apresentou números que, segundo ele, indicam redução nos índices de criminalidade. Citou a queda dos registros de roubos e investimentos em viaturas, equipamentos, formação e contratação de servidores.
Clécio também destacou o enfrentamento às organizações criminosas como uma das principais ações de seu governo. “Eu decidi desde o primeiro dia enfrentar o crime organizado, enfrentar as facções”, declarou.
Segundo o candidato, oito lideranças apontadas como integrantes de organizações criminosas foram transferidas para presídios federais durante sua gestão.
Sobre o próximo mandato, afirmou que pretende manter investimentos em segurança e ampliar a integração entre as forças policiais.
Petróleo, mineração e empregos
Outro tema de destaque foi a exploração de petróleo na costa do Amapá. Clécio defendeu a continuidade das pesquisas e afirmou que o estado precisa se preparar para aproveitar economicamente uma eventual produção.
Segundo o candidato, o governo trabalha para atrair empresas ligadas à cadeia de petróleo e gás e pretende qualificar mão de obra local. Ele citou o programa Qualifica Amapá Óleo e Gás e afirmou que a formação profissional será uma das estratégias para garantir que os empregos gerados pelo setor permaneçam no Estado.
Na mineração, falou sobre a retomada de atividades em municípios como Pedra Branca do Amapari e Serra do Navio. Também relacionou a reativação da produção mineral à possibilidade de recuperação da ferrovia e do porto da antiga Icomi.
Ausência de Furlan
Durante a entrevista, Clécio comentou a ausência do adversário Antônio Furlan (PSD) na sabatina do Sistema Diário. O prefeito de Macapá não participou da entrevista prevista no calendário definido pela emissora. A ausência de Furlan já havia sido registrada pelo Sistema Diário durante a definição da programação, quando a assessoria do candidato não apresentou justificativa para não participar do sorteio.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de disputar a eleição sem Furlan, caso o adversário tenha a candidatura impedida pela Justiça, Clécio disse que não pretende interferir no processo e afirmou que Furlan deve responder às acusações que lhe são atribuídas. “Eu não escolho o adversário. Eu sempre enfrentei meus adversários, sempre com eles na frente”, declarou.
O governador também afirmou considerar importante a participação de todos os candidatos em entrevistas, debates e sabatinas: “Eu considero muito importante a presença de todos os candidatos em todas as entrevistas, sabatinas, debates. Porque a campanha é feita para isso”, disse.
Educação e próximos passos
Na educação, Clécio citou a entrega e reconstrução de escolas e afirmou que pretende transformar parte da rede de ensino médio em unidades técnicas e profissionalizantes. A proposta, segundo ele, é aproximar a formação dos estudantes das áreas que devem concentrar novos investimentos no estado.
Ele também falou sobre ciência, tecnologia e inovação e afirmou que pretende ampliar editais de pesquisa, bolsas de produtividade e parcerias com universidades e institutos. Entre os projetos citados está a implantação de um parque tecnológico.
Ao fim da sabatina, Clécio foi questionado sobre sua avaliação do próprio governo. Ele preferiu não atribuir uma nota à gestão e disse que a avaliação deve ser feita pela população. “Eu vou deixar para o povo dar essa nota”, afirmou.
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