Política

Furlan tem três presidenciáveis coligados, mas quer Amapá longe da disputa nacional, diz Metrópoles

Candidato ao governo deverá assumir neutralidade apesar das candidaturas presidenciais de Caiado, Flávio e Zema


 

Em coligação entre o PSD, PL, Podemos e o Novo, o candidato ao governo do Amapá, Antônio Furlan (PSD), pretende ficar distante da disputa nacional e deverá manter neutralidade na campanha contra o atual governador Clécio Luís (União Brasil). A informação é do portal Metrópoles.

 

Furlan, oficializado na convenção partidária na última segunda-feira (20), é descrito por aliados como conservador, mas não bolsonarista, embora tenha sido aliado de Bolsonaro na eleição anterior para presidente da República. Tido como municipalista, Furlan diz que deverá tratar com o governo federal independente de questões políticas.

 

O PSD, partido ao qual Furlan se filiou em 2026, terá Ronaldo Caiado como candidato ao Palácio do Planalto em uma chapa puro-sangue, com o presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, como vice. Apesar dos nomes de peso político, Furlan não deverá entrar na campanha nacional do partido.

 

Isso porque, apesar de ter uma candidatura própria, o partido deverá adotar tolerância nos estados priorizando composições locais, uma postura adotada por outros partidos do chamado “Centrão”.

 

O mesmo se repete para o pré-candidato pelo PL Flávio Bolsonaro, cujo partido indicou a candidata a vice-governadora a deputada estadual Luciana Gurgel. A coligação ainda conta com o Novo, que tem Romeu Zema na disputa, mas que não terá candidato na chapa majoritária.

 

Por fim, o Podemos, que ainda não bateu o martelo sobre os rumos do partido no cenário nacional, terá a ex-primeira-dama de Macapá Rayssa Furlan como candidata ao Senado. A outra vaga será ocupada pelo senador Lucas Barreto (PSD), que tentará a reeleição.

 

Polarização na disputa

A disputa no Amapá caminha para ser tão polarizada quanto a nacional. Isso se dá porque as eleições deste ano serão protagonizadas pelos dois grupos políticos de maior influência no estado. De um lado, um grupo comandado por Antônio Furlan, do outro, um grupo comandado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil).

 

Na sexta-feira (24/7), a federação União Progressista formalizou a candidatura pela reeleição de Clécio Luís (União Brasil) para o governo do estado. A chapa pela reeleição repetirá Clécio como governador e Teles Jr. (PDT) como vice, depois dele desistir de disputar o Senado.

 

As duas candidaturas à Casa Alta serão compostas pelo atual líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), e pela deputada estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Alliny Serrão (União Brasil).

 

Ao todo, nove partidos serão parte da coligação pela reeleição de Clécio. São eles: União Brasil, PP, PT, PCdoB e PV, Rede, PSOL, PDT e Republicanos.

 

 


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