Política

MPF denuncia ex-presidente do Instituto de Meio Ambiente do Amapá por extravio de documentos e obstrução de Justiça

A denúncia, assinada pelos procuradores da República que integram a Ação Coordenada de Combate à Macrocriminalidade Ambiental no Amapá, foi ajuizada nesta quinta-feira (21).

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Em denúncia à Justiça Federal, o Ministério Público Federal (MPF) acusa Bertholdo Dewes Neto, ex-presidente do Instituto de Meio Ambiente e de Ordenamento Territorial (Imap), de extravio de documento público e obstrução de Justiça. A atuação decorre de flagrante durante a deflagração da Operação Shoyu, pela Polícia Federal (PF), na última semana. A denúncia, assinada pelos procuradores da República que integram a Ação Coordenada de Combate à Macrocriminalidade Ambiental no Amapá, foi ajuizada nesta quinta-feira (21).

 

Na Operação Shoyu, Bertholdo Dewes foi alvo de três mandados: um de prisão preventiva e dois de busca e apreensão. Durante o cumprimento das medidas judiciais, a PF flagrou na casa do ex-gestor vários documentos relacionados a processos administrativos do Imap que deveriam estar no órgão. No momento da prisão, em clara tentativa de embaraçar a investigação, Bertholdo lançou seu celular em área de mata, na Rodovia Duca Serra. Após a realização de buscas, o aparelho foi localizado pela PF.

 

A investigação conduzida pelo MPF, em trabalho integrado com a PF, indica que o ex-presidente do Imap chefia organização criminosa responsável pela prática de crimes contra o meio ambiente e a administração pública, entre outros delitos de natureza variada. A conduta criminosa, que envolve servidores do Imap e produtores de soja, era praticada para obter benefícios diversos ao favorecer o agronegócio. Estima-se que a organização criminosa provocou prejuízo de R$ 7 milhões aos cofres públicos.

 

Nos pedidos à Justiça, o MPF requer a condenação de Bertholdo Dewes Neto por extravio de documento público em concurso formal com o crime de obstrução de Justiça. Para as infrações, o Código Penal prevê pena de reclusão que varia de um a quatro anos, para o primeiro delito, e de três a oito anos, para o segundo.

 
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