Política

Randolfe é recebido na Fiocruz para tratar sobre vacina AstraZeneca para o Amapá

Para ser disponibilizado ao público, o governo e os estados precisam demonstrar interesse e fazer a solicitação. O novo método ainda está em fase de testes.

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O senador Randolfe Rodrigues (REDE) esteve nesta terça-feira (12) na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, onde foi recebido por uma equipe de pesquisadores e pela presidente da entidade, Nísia Trindade Lima.

Randolfe foi discutir a melhor alternativa para a distribuição da vacina contra a covid-19 produzida pela FioCruz, a AstraZeneca.

Segundo a presidente da Fundação, até abril serão produzidas 50 milhões de doses da vacina chegando em julho a produção de 100 milhões de doses. O primeiro lote fica pronto em fevereiro. A FioCruz já recebeu 15 milhões de insumos e pretende iniciar em agosto a produção da vacina 100% brasileira.

Teste próprio
A Fundação também desenvolveu um método próprio de testagem da covid-19. É o chamado Papel de Filtro ou Agulha Micro Lanceta. O processo é bem simples, dispensa a presença de um profissional de saúde, basta o paciente furar a ponta do dedo para coletar o sangue que é colocado no filtro de papel e ali mesmo as pequenas gotas de sangue ficam armazenadas até o resultado final. O papel com as manchas deverão ser enviados às unidades da Fiocruz que farão o registro do resultado. Este novo exame é capaz de detectar o IGG e, em breve, também vai diagnosticar a doença por IGM. Além disso, o resultado é processado no mesmo dia em que chega às Unidades de Diagnóstico.

Segundo a coordenadora da Unidade de Diagnóstico de Covid, Erika de Carvalho, essa nova forma de testar os novos casos do coronavírus é a mais adequada para atender regiões mais distantes dos grandes centros. “Seria um método ideal para atender o Amapá, por ser eficaz e permitir uma logística que não vai comprometer a qualidade do material coletado” destacou.

 

 

Vacina
A Fiocruz já entrou com pedido de autorização para uso emergencial da vacina que produz, em parceria com a Universidade de Oxford.

O pedido emergencial se refere as vacinas prontas que serão importadas do Instituto Serum, um dos centros capacitados pela AstraZeneca para a produção da vacina na Índia.

Randolfe também foi recebido pelo diretor de Bio-Manguinhos, a unidade, dentro da Fundação, que trabalha exclusivamente na produção do imunizante.

Por ser uma área com muitas restrições, só foi possível visitar o corredor de acesso ao espaço. A Fiocruz toma todos os cuidados pra evitar que contratempos possam atrasar a produção final.

“É uma satisfação muito grande e uma honra receber o senador Randolfe que demonstra interesse em conhecer todo o trabalho que estamos fazendo para produzir a vacina da covid-19. Essa vacina vai mudar a situação atual da população brasileira”, disse o diretor de Bio-Manguinhos.

Agenda em Brasília e SP pela vacina
Depois da visita à Fiocruz, o senador Randolfe seguiu para Brasília onde também cumpre agenda, nesta quarta (13), pela vacina contra a covid-19. Depois, o parlamentar embarca para São Paulo onde, junto com seis prefeitos de municípios amapaenses, visitarão o Instituto Butantan para, também, tratar sobre a liberação do imunizante para o Amapá.

 
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