Política

‘Respeito histórico e memória afetiva que deve ser cultivada em todos nós’, enfatiza Clécio no Dia de Cabralzinho

Celebração do 15 de Maio reuniu programação cultural, cívica e esportiva em homenagem ao herói que liderou a defesa do território amapaense e garantiu a soberania brasileira na região


 

Sede simbólica do Governo do Estado, o município de Amapá celebrou nesta sexta-feira, 15, o feriado estadual em homenagem a Francisco Xavier da Veiga Cabral, o “Cabralzinho”, com programação cultural e cívica. O governador Clécio Luís destacou a importância de preservar, junto às novas gerações, a memória do herói histórico que garantiu a soberania brasileira na região.

 

“Aqui no município já se consolidaram uma memória afetiva e um respeito histórico pela trajetória vivida neste lugar. Esse sentimento deve ser cultivado por todos nós, sobretudo entre crianças e jovens, do Oiapoque ao Jari, para que possamos compreender o papel e a importância deste território na história do Amapá”, enfatizou Clécio Luís.

 

A programação pela manhã contou com alvorada da banda marcial, hasteamento das bandeiras com entoação dos hinos, além de desfiles das escolas municipais, estaduais e do Exército Brasileiro. À tarde, acontece a segunda edição da Corrida de Cabralzinho, com apoio do Governo do Estado, iniciativa que já vem sendo bem recebida pelo público e começa a se consolidar como tradição nas celebrações da data.

 

 

Prefeita Kelley Lobato ressaltou que o feriado representa um momento de celebração e orgulho para a população do município de Amapá.

 

 

“É um dia de festa e comemoração. A coragem de Cabralzinho em defender o Brasil garantiu as terras que hoje fazem parte da nossa história. Sentimos orgulho de morar no lugar onde aconteceu a Batalha de Cabralzinho, um marco que representa a luta pelo nosso território e pelo Brasil”, destacou a prefeita.

 

O senador Randolfe Rodrigues destacou que o 15 de Maio simboliza não apenas a memória de Cabralzinho, mas também o sacrifício dos brasileiros mortos durante o confronto com tropas francesas em 1895, reforçando que a identidade amapaense foi construída pela luta e pela defesa do Brasil.

 

“Hoje é a data central do Amapá, porque não é apenas a data de Cabralzinho. Os verdadeiros heróis são aqueles brasileiros que avançaram e estenderam a nossa fronteira até o Oiapoque. É o sangue deles que celebramos hoje, porque este é um dos cantos do Brasil que, para ser Brasil, resistiu e lutou pelo Brasil”, afirmou Rodrigues.

 

Entenda a importância de Cabralzinho para o Amapá

O momento também contou com a explanação do professor e historiador amapaense João Ataíde, que remeteu ao período colonial para contextualizar a disputa entre Brasil e França pela região do Amapá. O conflito envolvia as terras situadas entre os rios Araguari e Oiapoque. Tratados como o de Utrecht tentaram delimitar as fronteiras, mas a questão ganhou novos contornos com a descoberta de ouro, em 1894, na região do Lourenço, reacendendo o interesse francês.

 

Nesse cenário, lideranças locais criaram o Governo do Triunvirato, formado por Cabralzinho, Desidério Coelho e Cônego Maltês. Com apoio popular, Cabralzinho liderou a prisão de um representante francês, conhecido como “Nego Trajano”, acusado de maltratar brasileiros no Cunani. A ação provocou reação imediata da França, que invadiu a Vila do Espírito Santo do Amapá com 80 legionários.

 

O confronto resultou na morte de brasileiros e franceses, repercutindo internacionalmente. O caso foi julgado na Suíça, com o Barão do Rio Branco representando o Brasil. Em 1900, o país venceu a disputa, garantindo oficialmente o território como parte do Brasil.

 

 


Deixe seu comentário


Publicidade