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Governo do Amapá pode ter que parcelar folha de pagamento neste ano

Queda de mais de R$ 27 milhões no FPE em janeiro acende o sinal de alerta no Palácio do Setentrião

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Questionado na manhã desta segunda-feira, 18, no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90.9) sobre os impactos da queda de mais de R$ 27 milhões no Fundo de Participação dos Estados (FPE) na folha de pagamento do Governo do Amapá, o titular da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) Antônio Teles Júnior não descartou a possibilidade de parcelamento da folha de pagamento do funcionalismo estadual neste ano.
 
“Vários estados da federação foram obrigados a adotar o parcelamento a partir do segundo semestre de 2015, inclusive grande estados, mas são características, peculiaridades diferentes; o risco é grande, entretanto, de outras unidades da federação serem levadas a fazer isso (o parcelamento), principalmente aqueles que são mais dependentes dos repasses federais. Eu não quero avaliar essa possibilidade neste momento; é certo que essa queda de mais de R$ 27 milhões no repasse do dia 10 assusta, porque é muito significativa, porém, vamos ter que aguardar o repasse do dia 20 para termos uma ideia exata da situação”, ponderou.
 
Pessimista com relação às projeções econômicas para 2016, mais uma vez Antônio Teles atribuiu as dificuldades à crise política: “A recuperação da economia depende de uma série de fatores, não apenas econômicos, como também, e principalmente, da capacidade da classe politica de fazer as reformas necessárias; o Brasil tem que repensar muito a sua estrutura governamental; antevejo, lamentavelmente, um arrocho ainda maior em decorrência da crise politica que inviabiliza a construção de um consenso no que diz respeito à realização das reformas necessárias; e sem pensar em uma reforma global, uma reforma dos gastos públicos, uma reforma previdência, tributaria e trabalhistas, a situação pode se agravar de forma ainda mais preocupante”.
 
Para Antônio Teles, a política econômica do governo federal não é eficiente: “Trata-se de uma política contraditória, porque o governo (federal) está decidindo aquilo que sociedade tem que fazer, mas o governo quase sempre não tem a mesma sabedoria da sociedade para saber onde deve gastar o dinheiro. Tem que ser feita uma reforma na estrutura do orçamento. Aqui no Amapá nós temos feito o dever de casa, inclusive no que diz respeito a uma significativa reforma da própria estrutura do governo estadual, uma reforma do ponto de vista histórico, com a redução das ações e programas governamentais, sem comprometer, entretanto, os programas sociais, porque não precisamos ter a estrutura que temos e otimizar mais recursos.
 
Apesar das dificuldades, o Secretário acredita numa recuperação da economia do Amapá em médio prazo: “Nós estamos realizando os investimentos necessários dentro da nossa capacidade de desembolsa, com uma política estratégica para que os resultados surjam em médio e longo prazo, por isso estamos realizando a recuperação e construção de estradas através do Plano Rodoviário lançado pelo governador Waldez Góes, e que está em plena execução, priorizando as áreas de cerrado para viabilizar o setor agrícola.
 
Zona Franca Verde
 
No entendimento de Antônio teles Júnior, a Zona Franca Verde representa uma marco importante para a industrialização e, consequentemente, para o aquecimento da economia do Amapá: “Vamos trabalhar com muito afinco para a estruturação do Porto de Santana, que é o portal para o mercado exterior, buscando sempre a utilização de dinheiro privado, porque a Zona Franca Verde já é uma realidade. E para acelerar esse processo, estamos indo a Manaus, juntamente com o Senador Randolfe e o vice-governador Papaléo para discutir os critérios que serão adotados pela Suframa para a sua regulamentação”.
 
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