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Líder do governo descarta rompimento dos Borges com o Setentrião

Ericláudio Alencar garante que relação do PMDB com o governo boa e destaca habilidade de Waldez no relacionamento com a base política.

 

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Em entrevista concedida na manhã desta terça-feira, 22, no programa LuizMeloEntrevista (DiárioFM 90.9), o líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), deputado Ericláudio Alencar (PDT), ao ser questionado sobre informações não oficiais dando conta de ‘estremecimentos’ na relação do PMDB com o Palácio do Setentrião, afirmou que tudo não passa de ‘ilações’ e destacou a habilidade política do governador Waldez Góes (PDT), que através do diálogo mantém a base de governo unida.
 
“Não creio que esteja ocorrendo qualquer tipo de confronto entre os Borges e o governador. A ‘rádio cipó’ (comentários de bastidores) é contumaz nesse tipo de ilação e todo dia acontece uma coisa diferente. O governador é muito habilidoso, é um homem de dialogo; ele tem conversado muito com a base; ele conversa muito porque gosta de estabelecer relações polticas através de diálogo, não acredito nisso (em rompimento)”, descartou.
 
Cassação do mandato
 
Ericlaudio Alencar comentou, também, sobre medida liminar deferida pela desembargadora Stella ramos permitindo sua desfiliação do PRB, que está sendo contestada na justiça pelo suplente de deputado Márcio Serrão, de Laranjal do Jarí: “Essa liminar não me surpreende, mas, obviamente me tranquiliza, porque faz justiça; é público e notório que desde o primeiro momento houve desavenças do PRB comigo, culminando, até, na minha expulsão por duas vezes do partido; a convivência não era boa, tanto que aproveitei a ‘janela partidária’ e me filiei ao PDT, onde estou”, relatou o deputado.
 
Sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, Ericláudo foi lacônico: “Sou contra”. E justificou: “Embora esteja havendo uma debandada muito grande, o PDT faz parte da base do governo federal, e aqui no Amapá seguiremos as diretrizes da Executiva Nacional; qualquer que seja o caminho, porém, sou contra o impeachment, porque levaria o Temer (Michel, presidente nacional do PMDB e vice de Dilma) para a Presidência da República; Antes do impeachment, entretanto, tem no processo de cassação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e, na minha opinião, é mais eficaz, porque os dois (Dilma e Temer) perdem os respectivos cargos; este é o melhor caminho porque, afinal,  esse governo não se sustenta e, convenhamos, o significativo volume de provas vai ser determinante para a cassação; se tiver que fazer limpeza no país que seja total”, analisou o parlamentar.
 
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